EXCLUSIVA

12/10/2018 as 11:10

Confira a entrevista exclusiva do Alô com o senador eleito Alessandro Vieira (Rede)

Senador foi eleito pela REDE e declarou apoio a Valadares Filho na disputa pelo governo do estado

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A vitória esmagadora do candidato da Rede, Alessandro Vieira, Delegado de Polícia Judiciária de Sergipe, em primeiro lugar, com mais de 470 mil votos, e superando nomes extremamente tradiocinais e poderosos da política sergipana como André Moura (PSC), Jackson Barreto (MDB) e Valadares (PSB) foi um resultado que não estava nem de loge nos prognósticos dos analistas politicos e nem se refletia nos levantamentos das pesquisas realizadas no estado.

O gaúcho de Passo Fundo, conseguiu conquistar o respeito, e a confiança da sociedade sergipana pela sua trajetória profissional fincada na seriedade no serviço público, pela campanha feita com base em aproximação ao eleitor pelas redes sociais, e principalmente por vir do campo da segurança pública, que elegeu diversos parlamentares em todas as partes do Brasil.

Na última terça-feira (09), ele concedeu uma entrevista exclusiva ao Portal Alô News, quando falou sobre a recepção do resultado, a formação da equipe de assesoria para lhe auxiliar durante o andato de oito anos e o apoio, no segundo turno, a candidatos ao governo do estado de Sergipe e à presidência da República.

Confira a entrevista completa:

Portal Alô News (A.N.): Alessandro Vieira, o senhor se sagrou vitorioso com uma larga margem de gente para os demais candidatos ao senado. Na sua opinião, quais fatores propiciaram essa vitória tão destacada?

Alessandro Vieira (A.V): É uma junção de fatores relevantes que você tem, como a exaustão das antigas lideranças políticas, gente que já estava tempo demais no poder e com uma baixa efetividade na entrega de soluções para as pessoas; as características específicas do meu perfil, um homem ligado à questão da segurança pública, ao combate à corrupção, com uma história de vida consolidada de seriedade, que ao longo da campanha conseguiu transmitir essa diferença entre as propostas. Além disso, você certamente tem que reconhecer a eficiência da comunicação que nós fizemos, apesar da quase absoluta falta de recursos. A gente teve muita qualidade no conteúdo e na devida mensagem.

(A.N.): O senhor se surpreendeu com a larga margem de margam que obteve frente ao segundo colocado, de mais de 170 mil votos, e principalmente ao primeiro da lista de eleitos, que foi de 220 mil votos?

(A.V): A gente trabalhava com a meta de votação de 300 mil votos. Era um indicador de que nós conseguiríamos uma das vagas. Ao longo da campanha, a gente percebeu um crescimento muito marcante, apesar  das pesquisas não apontarem isso, por deficiências que os próprios institutos devem explicar, não vai ser eu quem vai explicar porque instituto a ou b deu resultados tão distantes da realidade. Particularmente, inclusive, destaco o Ibope, de baixíssima qualidade técnica. Mas, essa indicação já existia, pois vínhamos crescendo muito fortemente, e a consagração veio na hora da eleição.

(A.N.): O senhor já está pensando na composição da equipe que vai lhe assessorar em Brasília, na condição de senador? Ela vai ser formada por técnicos e profissionais da área da segurança pública, por exemplo?

(A.V): Nós já estamos trabalhando no embrião de equipe. Vamos ter equipes divididas em dois polos, um em Sergipe, para poder garantir essa interface constante com o cidadão sergipano, e uma equipe pequena em Brasília também. Somando os dois quadros, a gente imagina trabalha com cerca de 10 a 12 pessoas; e não com as 55 pessoas que estão disponíveis para contratação no senado, pois eu não vejo necessidade técnica disso. Mas tudo isso vai ser comunicado de uma forma muito tranquila e transparente para que meu eleitor e o cidadão sergipano em geral, porque a partir do momento da eleição eu passo a trabalhar para toda sociedade sergipana, e não apenas para quem votou em mim, e assim todo o estado de Sergipe poderá nos fiscalizar. Ela vai ser uma equipe enxuta, montada com base em critérios técnicos.

(A.N.): Senador Alessandro, o senhor faz parte dos movimentos nacionais Acredito e Renova BR. Coordenadores deles já entraram em contato contigo? Como receberam a sua vitória?

(A.V):Entraram em contato sim, embora a corrida esteja muito grande por conta da maratona de atendimento aos veículos de imprensa. O Renova BR elegeu 16 pessoas pelo Brasil afora. Seis deputados estaduais, 9 federais e um para o senado, que fui eu, um resultado muito expressivo no movimento deles. E o Acredito, um senador e dois deputados federais. Então, já conversamos, e estou muito feliz com o resultado; é a concretização daquilo que a gente programou e projetou lá atrás, da possibilidade real de campanhas de gente honesta, com pés nos chãos, sem grandes recursos, sem tempo de TV, sem grandes partidos de conseguirem levar uma mensagem ao cidadão. E eu tenho certeza, que a gente conseguiu realizar isso em Sergipe de uma forma extraordinariamente eficiente, e vai servir de caso de análise para todo e qualquer movimento e candidatura de renovação que deva surgir no Brasil, daqui para frente.

(A.N.): O senhor acredita que esses dois movimentos podem apresentar pautas conjuntas para os seus membros eleitos no Congresso Nacional?

(A.V): Sim, existe uma expectativa de pautas conjuntas, mas tanto um movimento quanto o outro estabelece valores. Os limitadores são valores éticos, ligados à democracia e à legalidade; tudo isso é muito claro, muita transparência, mandatos econômicos, cuidado com a responsabilidade fiscal e os projetos vão sendo construídos em paralelo. Nós temos pautas importantes para os movimentos, e elas serão observadas. Nós vamos participar das discussões nacionais de uma forma muito ativa. Então, a expectativa é de conseguir fazer no Senado um trabalho que tenha relevância para Sergipe e o Brasil.

(A.N.): A Rede foi o partido que mais elegeu senadores nestas eleições, o senhor já entrou em contato com os demais eleitos e se pretende manter uma base de conteúdo programático no Senado, junto a eles?

(A.V): Nós teremos provavelmente uma reunião amanhã (quarta-feira) em Brasília, para justamente tratar desses próximos passos. A gente precisa compreender como fica a situação nacional da Rede, que é um partido que não conseguiu atingir a cláusula de barreira; então é necessário dialogar com a direção nacional, saber como vai ser o cenário, e evidentemente, as pessoas eleitas pela Rede são todas ficha-limpa, com as melhores intenções para o Brasil; mas, naturalmente você pode ter uma divergência ou outra com relação a pontos específicos. Na maioria dos casos, tenho certeza de que marcharemos juntos na defesa do cidadão.

(A.N.): Na sabatina do Alô na última sexta-feira antes da eleição de 1º turno, o senhor disse que não ficaria em cima do muro a respeito do apoio a um dos dois candidatos ao governo do estado. Já pode nos revelar a sua escolha?

(A.V): Essa definição está sendo construída com conversas como grupo da Rede, com o meu eleitorado propriamente dito e vale tanto para esfera estadual como para a nacional. Eu vu manifestar o voto porque eu tenho que respeitar as pessoas que votaram em mim. Você não pode receber a confiança de quase 500 mil pessoas e em uma hora difícil fazer uma escolha e não manifestar a sua posição. Eu devo fazer isso em breve, imagino que até sexta-feira, no máximo. (O senador declarou apoio ao deputado Valadares Filho (PSB) na disputa pelo governo do estado, neste final de semana).

(A.N.): Então, mesmo que a Rede adote a neutralidade, o senhor irá se posicionar em favor de um dos candidatos?

(A.V): Sim, a Rede comporta esse tipo de situação, a escolha que eu fiz pela Rede não foi à toa, então é possível que Rede decida ser neutra na eleição nacional, por exemplo, e o Delegado Alessandro manifeste voto em um dos candidatos, e no cenário estadual será da mesma forma. Não existe constrangimento em relação a isso, de nenhum tipo. 

(A.N.): Qual a marca de identificação, que o senhor pretende construir, do seu mandato no Senado, para o eleitor?

(A.V): A marca da renovação, em todos os aspectos, no exercício do mandato, no nível de responsabilidade e transparência, na qualidade dos projetos que serão apresentados e defendidos, na qualidade da participação do cenário político nacional para que Sergipe possa ser respeitado e valorizado, pois apesar de ser o menor estado da federação, foi de Sergipe que partiu o melhor exemplo de funcionamento da democracia, elegendo uma pessoa que não gastou dinheiro, que não faz acordão e apenas dialogou com a população de uma forma muito consciente.




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