MUNDO

10/06/2018 as 14:24

Países reagem a declarações de Trump contra comunicado final de Cúpula do G7

Após abandonar o encontro antes do fim, presidente americano atacou premiê canadense, que conduziu a cúpula em Quebec.

Foto: (Bundesregierung/Jesco Denzel/Handout via REUTERS).<?php echo $paginatitulo ?>

A decisão do presidente americano, Donald Trump, de criticar o comunicado final elaborado na cúpula do G7, em Quebec (no Canadá), provocou reações da França e da Alemanha neste domingo (10).

O comunicado, divulgado pelo premiê canadense, Justin Trudeau, no sábado (9), fala sobre esforços em reduzir barreiras tarifárias e não tarifárias no comércio mundial, além de diminuir subsídios. Trump acusou o canadense de ter feito declarações falsas.

Para entender a cúpula do G7

- Canadá, Japão, França, Alemanha, Reino Unido, Itália, EUA participaram de reunião em Quebec (Canadá), entre sexta (8) e sábado (9);
- Trump saiu antes da divulgação do documento conjunto final;
- Premiê canadense, Justin Trudeau, que presidia reunião anunciou que os países; concordaram em fazer esforços para reduzir barreiras tarifárias e não tarifárias no comércio mundial;
- Trump discordou do tom do comunicado e orientou seu representante na cúpula a não assinar
- França e Alemanha criticaram atitude do presidente americano

Trump deixou o encontro de líderes do G7 (formado por Canadá, Japão, França, Alemanha, Reino Unido, Itália, EUA) antes de discutir a mudança climática e a saúde dos oceanos, exacerbando as fraturas do grupo. Durante o encontro, o americano ameaçou deixar de fazer comércio com aqueles países que mantenham tarifas às exportações americanas, exigindo que o bloco europeu e o Canadá eliminem barreiras contra a entrada de produtos dos EUA.

Porém, Trump ainda tentou manter um “tom conciliador”, em entrevista coletiva, chegando a propor uma zona de livre comércio entre os países do G7 e da União Europeia em uma tentativa de responder às acusações de que seria protecionista por impor sobretaxas ao aço e ao alumínio.

O clima tenso da cúpula do G7 deste ano foi ilustrada em uma série de fotos. Uma delas mostra o presidente sentado, com os braços cruzados, olhando com um leve sorriso em direção à chanceler federal alemã, Angela Merkel, e ao presidente francês, Emmanuel Macron, que estavam atrás de uma pesa e pareciam tentar convencê-lo, como destacou a Deutsche Welle.

'Fraco e desonesto'
Enquanto seguia para Singapura, onde partipará de um encontro com o líder norte-coreano, Kim Jong-un, Trump anunciou que retirou sua assinatura do acordo final que havia aprovado poucas horas antes de deixar o Canadá com os outros líderes do G7. Trump chamou Justin Trudeau de fraco e desonesto.

"Baseado nas falsas declarações de Justin em sua conferência de imprensa e em que o Canadá cobra tarifas enormes a nossos fazendeiros, trabalhadores e companhias, ordenei a nossos representantes não apoiarem o comunicado", tuitou Trump do avião que o leva a Singapura.


Trump também reiterou a ameaça de impor tarifas "aos carros que inundam o mercado americano", uma decisão que aponta inicialmente para a Alemanha, outro membro proeminente do G7.

França
Em nota, o governo francês afirmou que "a cooperação internacional não pode depender de ataques de raiva e palavras mesquinhas: sejamos sérios e dignos de nossos povos", segundo a Rádio França Internacional (RFI).

A nota do palácio do Eliseu denuncia a "incoerência" e a "inconsistência" de Trump. "Nós passamos dois dias negociando para concluir um texto e compromissos. Vamos permanecer ligados a ele, e qualquer um que der as costas [ao comunicado conjunto] mostra sua incoerência e inconsistência", afirma o Palácio do Eliseu em seu comunicado. "A França e a Europa continuam a apoiar este comunicado, como esperamos de todos os membros signatários", concluiu a presidência.

Especialistas franceses veem na atitude imprevisível de Trump um jeito dele reforçar seu cacife e exibir força para a cúpula de Singapura com o líder norte-coreano, Kim Jong Un, além de rebaixar os aliados.

Alemanha
O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Heiko Maas, acusou Trump neste domingo de "destruir a confiança" ao retirar o apoio americano ao comunicado. "Com um só tweet é possível destruir muito rapidamente uma boa porção de confiança. Agora é ainda mais importante que a Europa se mantenha unida e que defenda com mais clareza seus interesses", afirmou Maas no Twitter .

China
O presidente da China, Xi Jinping, que enfrenta uma disputa comercial acirrada com os Estados Unidos, também se manifestou neste domingo (10), dizendo que a China rejeita "políticas comerciais egoístas e míopes" e pediu pela construção de uma economia global aberta. Porém, não fez referência direta ao encontro do G7.


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Com informações de G1.




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