MUNDO

21/09/2018 as 14:29

Rússia teria estudado plano de fuga para retirar Assange de Londres

Jornal britânico revela que diplomatas planejaram a saída do fundador do Wikileaks da embaixada do Equador, na Inglaterra

Foto: (AFP).<?php echo $paginatitulo ?>

 

Diplomatas russos estudaram em 2017 um plano de fuga para retirar Julian Assange da embaixada do Equador em Londres, onde o fundador do Wikileaks vive exilado desde 2012.

A história é revelada pelo jornal "The Guardian", que revela que o plano - que previa que o ativista australiano fosse retirado do edifício num carro diplomático e levado para fora de Inglaterra - foi abandonado por ser considerado muito arriscado.

Julian Assange vive na embaixada do Equador, no centro de Londres, desde junho de 2012. Procurado pelas autoridades americanas pela revelação de segredos de Estado através do site Wikileaks, o ativista australiano foi alvo de um mandado de captura da justiça sueca, devido a duas queixas de assédio sexual. Apesar de esses processos terem sido arquivados, o risco de ser detido pela polícia inglesa e entregue aos americanos o mantém enclausurado no pequeno edifício do país da América Central.

A notícia do "Guardian" diz que o plano de fuga tinha como objetivo fazer Assange chegar à Rússia - onde vive o americano Edward Snowden , também procurado por ter revelado segredos da NSA, a agência de Inteligencia dos EUA. A operação chegou a estar prevista para a véspera de Natal de 2017, e surgiu como resposta ao fato de o Equador ter falhado na tentativa de conferir estatuto diplomático a Assange.

Ligações suspeitas do Wikileaks à Rússia
O caso volta a alimentar as suspeitas das ligações próximas entre o mentor da Wikileaks e o Kremlin. Assange nega ter recebido informações de Moscou, mas o procurador especial Robert Mueller, que conduz a investigação sobre influência russa nas eleições americanas, apresentou queixa contra vários agentes secretos russos, suspeitos de terem feito chegar ao Wikileaks os segredos que o site revelou sobre a campanha presidencial de Hillary Clinton contra Donald Trump.

O "Guardian" revela que no centro do plano estava Fidel Narváez, que até pouco tempo era cônsul do Equador em Londres. Ele teria sido o elo de ligação com os russos. O jornal conta ainda que o diplomata teve um papel fundamental na fuga de Snowden para a Rússia, ao passar-lhe um salvo conduto que lhe permitiu escapar de Hong Kong para Moscou.

O plano, que seria executado pelos serviços secretos do Equador com apoio logístico russo, teria sido abortado apenas alguns dias antes da data prevista. A situação de Assange na embaixada deteriorou-se nos últimos tempos. Lenín Moreno, que tomou posse como novo presidente do Equador em março, já disse que o quer fora da embaixada. As visitas ao austriliano foram restringidas, tal como o seu acesso à Internet.

A Rússia já negou a existência do plano para retirar Assange, considerando que o jornal britânico escreveu apenas mais um capítulo do que diz ser uma campanha de "notícias falsas", que dura desde o caso Skripal, o ex-espião russo envenenado em Inglaterra.


 

 

 

 

Com informações de Correio da Manhã.




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