MUNDO

25/09/2018 as 13:29

Na ONU, Temer discursa contra tendência isolacionista mundial

Presidente brasileiro discursou na abertura da 73ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas

Foto: (Carlo Allegri/Agência Brasil).<?php echo $paginatitulo ?>

O presidente Michel Temer discursou na abertura da 73ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, nesta terça-feira (25). Em seu discurso, ele criticou o "isolacionismo", a "intolerância" e o "unilateralismo" nas relações internacionais.

"Quantos oradores já não vieram a esta tribuna advogar o aprimoramento da ordem internacional que edificamos ao longo de décadas? Muitos foram esses oradores. Eu mesmo me incluo entre eles. E, creio, tínhamos razão. Ainda temos razão, e as palavras que pronunciamos continuam atuais. Mas, se queremos aprimorar nossa ordem coletiva, hoje se impõe ainda outra tarefa: a de defender a própria integridade dessa ordem. Ordem que, por imperfeita que seja, tem servido às causas maiores da humanidade", disse o presidente no início do discurso.

Integração

O presidente usou como exemplo a onda de imigrações na América do Sul.

"Estamos em meio a onda migratória de grandes proporções. Estima-se em mais de um milhão os venezuelanos que já deixaram seu país em busca de condições dignas de vida. O Brasil tem recebido todos os que chegam a nosso território. São dezenas de milhares de venezuelanos a quem procuramos dar toda a assistência. Com a colaboração do Alto Comissariado para Refugiados, construímos abrigos para ampará-los da melhor maneira."

Temer valorizou o papel do Brasil, que segundo ele, responde à tendência isolacionista mudial com "mais abertura, mais integração".

"É na abertura ao outro, e não na introspecção e no isolamento, que construiremos uma prosperidade efetivamente compartilhada", disse Temer, que também destacou o papel do Brasil na integração com os países do Mercosul.

Blocos internacionais

Temer classificou de "produtiva" a participação brasileira em foros de cooperação. Entre eles, o G20, o Brics, e a Comunidade de Países de Língua Portuguesa – espaços onde, segundo ele, têm se obtido "resultados concretos, com impacto direto para o dia a dia".

"O isolamento pode até dar uma falsa sensação de segurança. O protecionismo pode até soar sedutor. Mas é com abertura e integração que alcançamos a concórdia, o crescimento, o progresso. Também, ao desafio da intolerância, o Brasil tem respondido de forma decidida: com diálogo e solidariedade. São o diálogo e a solidariedade que nos inspiram, a cada momento, a honrar a Declaração Universal dos Direitos Humanos", disse.

O tema da assembleia é Tornar a ONU Relevante para Todas as Pessoas: Liderança Mundial e Responsabilidades Partilhadas para Sociedades Pacíficas, Equitativas e Sustentáveis.


 

 

 

Com informações de Destak Jornal.




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