MUNDO

29/10/2018 as 14:25

Merkel afirma que este será seu último mandato como chanceler

Líder alemã sofre críticas e deverá deixar o cargo em 2021, quando termina seu mandato; ela também deixa a presidência de seu partido, o CDU

Foto: (AFP).<?php echo $paginatitulo ?>

 

A chanceler alemã Angela Merkel confirmou nesta segunda-feira (29) que renunciará à presidência de seu partido de centro-direita em dezembro e que não será candidata ao final de seu quarto mandato em 2021, consequências de mais uma derrota eleitoral na Alemanha.

"Hoje é o momento de abrir um novo capítulo", declarou Merkel, visivelmente comovida, em uma coletiva de imprensa em Berlim, confirmando informações que vazaram na imprensa.

Seu atual mandato de chanceler, o quarto desde que assumiu o poder em 2005, será "o último", disse ela, que planeja terminar o período para reafirmar sua "responsabilidade" com o país. Até o fim estabelecido em 2021, ela também garantiu que não tem a intenção de iniciar uma carreira nas instituições europeias, como alguns meios de comunicação alemães evocaram. Assim, ela deve encerrar sua carreira política.

Da mesma forma, em vista de um congresso de seu partido CDU em dezembro, ela afirmou que deixará sua presidência, que ocupa há 18 anos.

Fim de reinado

A eleição regional de domingo em Hesse foi um teste de popularidade nacional. O partido democrata-cristão de Merke, apesar de ter chegado em primeiro com 27%, perdeu mais de onze pontos em relação à eleição anterior.

Há duas semanas, o campo conservador já havia registrado um resultado muito decepcionante em outra eleição regional, na Bavária, enquanto a extrema direita antimigrantes, de um lado, e os ambientalistas, de outro, avançaram.

Angela Merkel tornou-se alvo de críticas crescentes devidas, em parte, à sua decisão de abrir as portas do país a mais de um milhão de requerentes de asilo em 2015 e de 2016.

Este fim de mandato, no entanto, deverá ser complicado. Ao anunciar a sua saída em dois anos, o mais tardar, corre o risco de sofrer uma perda de credibilidade internacional, especialmente na Europa, num momento em que a União Europeia atravessa uma crise.

Esse também será o caso internamente, com a chegada de uma nova personalidade à frente de seu próprio partido, o que poderia favorecer um curso político diferente.

A este respeito, Merkel afirmou que não escolherá um sucessor no congresso do partido em dezembro. A competição promete ser dura entre os defensores de uma linha moderada e aqueles que pedem uma guinada conservadora diante da extrema direita.

Merkel recebeu uma ovação de pé da liderança de seu partido depois de seus anúncios. Mas o líder do partido em Hesse, Volker Bouffier, não pôde evitar dizer que a decisão de Merkel de começar a se retirar era "a certa".

A chanceler está enfraquecida politicamente desde o início de seu mandato em março. Com enorme dificuldade conseguiu constituir um governo de coalizão com os social-democratas, mas o futuro da coalizão agora é incerto.


 

 

 

 

Com informações de France Presse.




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