MUNDO

08/11/2018 as 11:47

Jornalista saudita é torturado até a morte por críticas à família real

Grupos de direitos humanos da Arábia Saudita anunciaram a morte de Turki Bin Abdul Aziz Al-Jasser, preso desde março deste ano

Foto: (Reprodução/Twitter).<?php echo $paginatitulo ?>

 

Cerca de um mês depois da morte de Jamal Khashoggi no consultado saudita em Istambul, na Turquia, as autoridades da Arábia Saudita estão sendo acusadas da morte de outro jornalista. Desta vez, a vítima é o jornalista dissidente Turki Bin Abdul Aziz Al-Jasser, cuja morte foi anunciada por grupos de direitos humanos sauditas no site de notícias "The New Khaleej".

Segundo os ativistas, Al-Jasser foi morto durante torturas na prisão onde estava desde março. O óbito não foi confirmado oficialmente. As mesmas fontes revelaram que o governo saudita acreditava que o jornalista dissidente tinha uma conta secreta na rede social Twitter, sob o pseudónimo de Kashkool, onde expunha violações aos direitos humanos perpretadas por membros ou funcionários da Casa de Saud.

A atividade de Al-Jasser, considerada ilegal pelo regime saudita, teria sido detectada pela rede de espionagem saudita na sede regional do Twitter no Dubai. Este organismo seria liderado por Saud al-Qahtani, que ficou conhecido como o assessor "assassino" do príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, e que foi demitido depois do escândalo na Turquia. Em agosto de 2017, al-Qahtani avisou, na mesma rede social, que os utilizadores com nome falso não se salvariam da "lista negra".

Caso se confirme a morte de Al-Jasser, o regime saudita pode ser confrontado com novas e violentas críticas. A comunicado internacional tem exigido que o papel da casa real saudita na morte de Khashoggi seja esclarecido.
Jamal Khashoggi, de 60 anos, entrou no consulado da Arábia Saudita em Istambul, na Turquia, no dia 2 de outubro, para obter um documento para se casar com uma cidadã turca e nunca mais foi visto. O jornalista saudita, que colaborava com o jornal "The Washington Post", estava exilado nos Estados Unidos desde 2017 e era um reconhecido crítico do poder em Riad.

A Arábia Saudita admitiu que Jamal Khashoggi foi morto nas instalações do consulado saudita em Istambul, depois de, durante vários dias, as autoridades de Riad terem afirmado que ele havia saído vivo do consulado.


 

 

 

 

Com informações de Revista Sábado.




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