MUNDO

07/01/2019 as 15:59

Papa Francisco volta a criticar populismo e nacionalismo

Francisco também falou sobre as principais crises da atualidade

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O papa Francisco voltou nesta segunda-feira (7) a criticar o populismo e o nacionalismo, em discurso ao corpo diplomático estrangeiro que atua no Vaticano.

 

Durante seu pronunciamento, o líder da Igreja Católica abordou algumas das principais crises da atualidade, da Síria à Venezuela, chamando atenção para o ressurgimento de "propensões populistas e nacionalistas".

"O reaparecimento de tais sentimentos está progressivamente enfraquecendo o sistema multilateral, com o êxito de uma geral falta de confiança, de uma crise de credibilidade da política internacional e de uma progressiva marginalização dos membros mais vulneráveis da família das nações", declarou o Papa.

Segundo Francisco, causa "preocupação" a prevalência dos "interesses nacionais individuais", sem levar em conta os "instrumentos que o direito internacional prevê para resolver as controvérsias e assegurar o respeito à Justiça".

"Tal postura é fruto da reação dos que são chamados para responsabilidades de governo frente a um acentuado mal-estar que está se desenvolvendo cada vez mais em não poucos países", acrescentou. Confira as declarações de Francisco sobre as crises no mundo: Venezuela e Nicarágua - Latino-americano, Jorge Bergoglio não deixou de citar as duas principais crises políticas e sociais em vigor no subcontinente atualmente. Segundo o Pontífice, é preciso buscar, por meio do diálogo, "soluções compartilhadas e duradouras" para a "amada Venezuela".

"Vias que permitam sobretudo ajudar os que sofreram com as tensões dos últimos anos e oferecer a todo o povo venezuelano um horizonte de esperança e paz", disse. "Também penso particularmente na amada Nicarágua, cuja situação acompanho de perto, com desejo de que as diversas instâncias políticas e sociais encontrem no diálogo o caminho para debater pelo bem da nação", afirmou.

Síria - O Papa destacou que a comunidade internacional precisa batalhar por uma "solução política para um conflito que, no fim das contas, terá apenas derrotados". "É fundamental que parem as violações do direito humanitário, que provocam indizíveis sofrimentos à população civil, especialmente mulheres e crianças", declarou.

Coreias - "Sinais positivos chegaram da Península da Coreia", afirmou o Papa, sobre as negociações de paz entre Seul e Pyongyang. "A Santa Sé apoia os diálogos e deseja que questões mais complexas possam ser enfrentadas com abordagem construtiva, de forma a conduzir para soluções duradouras", reforçou.

Palestina - Francisco também cobrou a retomada do diálogo entre Israel e Palestina, para dar "resposta às legítimas ambições de ambos os povos, garantindo a convivência de dois Estados e uma paz há muito esperada e desejada".

Refugiados - No discurso, o Papa agradeceu aos países que mais acolhem refugiados no mundo, como Jordânia e Líbano, que fazem fronteira com a Síria. "Mais uma vez gostaria de expressar gratidão a Jordânia e Líbano, que acolheram, com espírito fraterno e não poucos sacrifícios, muitas pessoas. Meu pensamento vai também aos diversos países europeus que, generosamente, ofereceram hospitalidade a quem estava em dificuldade e perigo", disse. (ANSA)




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