MUNDO

30/04/2019 as 09:32

Guaidó diz ter apoio de militares para pôr 'fim à usurpação' na Venezuela e convoca povo às ruas

Vice da Comunicação no país admitiu 'pequeno grupo de traidores' e ministro da Defesa declarou que Forças Armadas seguirão firmes defendendo Constituição. Polícia usou bombas de gás contra manifestantes.

Carlos Garcia Rawlins/Reuters<?php echo $paginatitulo ?>

O autoproclamado presidente da Venezuela, Juan Guaidó, convocou na manhã desta terça-feira (31) a população às ruas e declarou ter apoio de militares para pôr fim ao que ele chama de "usurpação" na Venezuela. Autoridades do governo falam em tentativa de golpe de estado.

Guaidó afirmou em post em rede social que se encontra com as principais unidades militares das Forças Armadas e que deu início à fase final da chamada "Operação Liberdade".

"Povo da Venezuela, vamos à rua. Força Armada Nacional a continuar a implantação até que consolidemos o fim da usurpação que já é irreversível", declarou Guaidó em post.

O governo brasileiro ainda vai esperar ter um quadro mais definido no vizinho sul-americano para anunciar um posicionamento formal sobre a situação na Venezuela, de acordo com a Globonews.

Maduro compartilha mensagem de apoio de Morales

Também por meio das redes sociais, o presidente Nicolás Maduro compartilhou mensagem do presidente boliviano, Evo Morales, no qual ele afirma condenar o que chama de "tentativa de golpe de estado na Venezuela por parte da direita que é submissa a interesses estrangeiros".

O vice-presidente setorial de comunicações venezuelano, Jorge Rodríguez, falou em um "grupo reduzido" de militares que se posicionou para "promover um golpe de estado".

"Informamos ao povo da Venezuela que nestes momentos estamos enfrentando e desativando um reduzido grupo de efetivos militares traidores que se posicionaram na Rotatória Altamira para promover um golpe de estado contra a Constituição e a paz da República".

O ministro da defesa, Vladimir Padrino, afirmou que as forças armadas seguirão firmes "na defesa da Constituição nacional e das autoridades legítimas" e que os quartéis reportam normalidade nas bases.

Guaidó com líder da oposição solto após prisão domiciliar

Em um vídeo postado em rede social, Guaidó aparece ao lado de Leopoldo Lopez, um outro opositor ao regime de Maduro que cumpria prisão domiciliar, foi liberado nesta manhã e seguiu para as ruas.

"Este é o momento, a convenção é mundial, acabem com a usurpação, todos saiam às ruas", afirmou Lopez.

Nas mensagens de Guaidó, o autoproclamado presidente afirma que as Forças Armadas "tomaram a decisão correta", e repetiu o pedido para que o povo saía às ruas para "dar respaldo às forças democráticas e recuperar a nossa liberdade".

Bombas de gás

 

Ainda nesta manhã, foram registrados conflitos na capital venezuelana, Caracas, onde houve disparo de bombas de gás. Até a última publicação desta reportagem, não havia informações sobre se os conflitos envolviam militares fiéis a Maduro ou apoiadores de Guaidó.

 
 



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