MUNDO

24/09/2019 as 17:50

Em discurso na ONU, Macron cita Amazônia como parte de 'batalha essencial' para meta climática

Presidente da França cobrou países a não continuarem a comercializar com países que não estejam engajados com a questão climática.

Portal G1/SE
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O presidente da França, Emmanuel Macron, mencionou a Amazônia como parte de uma "batalha essencial para reduzir a emissão de carbono", durante discurso nesta terça-feira (24) na Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU).

No discurso, Macron destacou a Amazônia e as florestas da Bacia do Congo, na África, como exemplos da "luta contra o aquecimento e pela biodiversidade". Além das matas, disse ele, os oceanos representam a outra batalha.

 

"Estamos perdendo essas duas batalhas", disse Macron. Panorama da Assembleia Geral da ONU durante discurso de Emmanuel Macron nesta terça-feira (24) — Foto: Lucas Jackson/ReutersPanorama da Assembleia Geral da ONU durante discurso de Emmanuel Macron nesta terça-feira (24) — Foto: Lucas Jackson/Reuters 
 
 
Em seguida, Macron elogiou esforços de países como Noruega e Alemanha pela questão climática, mas criticou – sem mencionar quais – líderes que não se mostraram comprometidos com a Amazônia.

 

"A maioria dos países envolvidos com a Amazônia se manteve discreta nesta tribuna", criticou o presidente francês.

 

Macron ainda pediu que parceiros mantenham um financiamento indispensáveis a projetos de desenvolvimento sustentável em um "fundo pelo clima". "A saída é não mais depender do carbono", afirmou.

 

Pressão sobre países

Emmanuel Macron se prepara para discursar na Assembleia Geral da ONU — Foto: Brendan Mcdermid/ReutersEmmanuel Macron se prepara para discursar na Assembleia Geral da ONU — Foto: Brendan Mcdermid/Reuters 

O presidente francês também cobrou "coerência" em relação ao comércio. "Não podemos ter estratégias comerciais de abertura e livre comércio que não se integrem à sua própria agenda: objetivo climático".

 

"Não podemos orientar certos países a fazer esforços [pelo clima] e continuar a fazer comércio com os que não o fazem", afirmou Macron.

 

"Isso não será feito em um dia. A própria França importa produtos que levam ao desflorestamento. Isso pressupõe mudanças", acrescentou.

O presidente da França, Emmanuel Macron, e o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro. — Foto: Charles Platiau, Mauro Pimentel/AFP/Pool O presidente da França, Emmanuel Macron, e o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro. — Foto: Charles Platiau, Mauro Pimentel/AFP/Pool 

A relação entre Emmanuel Macron e Jair Bolsonaro, presidente do Brasil, deteriorou-se depois que o francês colocou a questão das queimadas da Amazônia como tema na cúpula do G7, em agosto, ao dizer que se tratava de uma "crise internacional".

Bolsonaro respondeu que Macron buscava "instrumentalizar uma questão interna" e criticou o colega por "informações que tive de que nossa soberania está em aberto na Amazônia".

Bolsonaro diz ter 'compromisso solene' com ambiente

Jair Bolsonaro discursa na abertura da Assembleia Geral da ONU em Nova York nesta terça (24). — Foto: Drew Angerer / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / AFPJair Bolsonaro discursa na abertura da Assembleia Geral da ONU em Nova York nesta terça (24). — Foto: Drew Angerer / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / AFP 

O presidente Jair Bolsonaro afirmou durante discurso de abertura na 74ª Assembleia Geral da ONU que tem "compromisso solene" com a preservação do meio ambiente e acusou líderes estrangeiros de ataque à soberania do Brasil.

É uma falácia dizer que a Amazônia é um patrimônio da humanidade e um equívoco, como atestam os cientistas, afirmar que a Amazônia, a nossa floresta, é o pulmão do mundo. Valendo-se dessas falácias um ou outro país, em vez de ajudar, embarcou nas mentiras da mídia e se portou de forma desrespeitosa e com espírito colonialista. Questionaram aquilo que nos é mais sagrado, a nossa soberania", disse Bolsonaro.

Bolsonaro afirmou, ainda, que tem "compromisso solene" com a proteção da Amazônia. Disse que a Amazônia é maior do que toda a Europa ocidental e "permanece praticamente intocada", o que seria prova, segundo o presidente, de que o Brasil é "um dos países que mais protegem o meio ambiente".




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