MUNDO

18/03/2020 as 15:00

Em meio a pandemia de coronavírus, americanos estocam armas e munição

Americanos começaram a estocar fuzis semiautomáticos e coletes à prova de balas sob argumento de que se preparam para viver um cenário de fim do mundo

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WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) - Larry Hyatt comanda de perto os 47 funcionários da loja que seu pai fundou há seis décadas em Charlotte, na Carolina do Norte. Aos 72 anos, afirma que nunca viu as vendas de seu estabelecimento quadruplicarem em tão pouco tempo, como aconteceu em meio à pandemia do coronavírus. Desde 1959, a família Hyatt vende armas e munição.

 Além de alimentos não perecíveis, água e papel higiênico, americanos começaram a estocar fuzis semiautomáticos e coletes à prova de balas sob argumento de que se preparam para viver um cenário de fim do mundo.

"Tivemos muitos relatos de pessoas preocupadas com o país em quarentena total. Se isso acontecer, temem que venham roubar suas casas", afirma Nick Groat, presidente da Safe Life Defense, uma das concorrentes de Hyatt.

"Estocar colete à prova de bala, armas, munição e equipamentos táticos ajudará a defender suas famílias, suprimentos e propriedades."

Com sede em Las Vegas e filiais em outros doze estados americanos, a Safe Life Defense registrou aumento de 44% das vendas desde 11 de março, quando o presidente Donald Trump decretou emergência nacional.

Groat explica que a demanda cresceu como um todo, mas destaca a procura por cintos táticos e coletes à prova de balas, que são vendidos no site da loja em modelos de US$ 130 (R$ 650) a US$ 1.700 (R$ 8.500).

O dono da Hyatt Guns, por sua vez, afirma que os produtos que têm puxado suas vendas são as armas automáticas e semiautomáticas, como o fuzil AR-15, muitas vezes feitas para um comprador de primeira viagem.

"Não vejo procura de arma de caça, é autodefesa. Gente que tem arma mas não tinha munição, vem comprar munição. Quem não tinha arma, vem comprar uma."

Ele lembra que, após o massacre da escola primária de Sandy Hook, que deixou 28 mortos em 2012 no estado de Connecticut, a média de vendas de seus produtos também subiu. "Mas nada perto disso."




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