21/06/2018 as 09:57

Como consumir tantas revistas

Por Ivan Valença Ponto de Vista

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Política
Por Ivan Valença
Foto: (Pixabay).<?php echo $paginatitulo ?>

Muitas dessas revistas podiam ser encontradas em bibliotecas públicas e no Instituto Histórico, ali na rua Itabaianinha. Por isso frequentava assiduamente  estes dois postos. No segundo, o IHGS, tinha que enfrentar a surdez do seu responsável, o senhor Epifâneo Doria que, mais das vezes, trazia as revistas que nós pedíamos com imensa má vontade. Entendia-se porque:  já passando dos setenta anos, era surdo feito uma porta. Naquela época não se usava esses aparelhinhos que hoje aumentam o barulho para que os surdos tenham uma audição melhor.

Geralmente não ia sozinho, nem ao IHGS nem a Biblioteca Pública. Ia sempre acompanhado de colegas do Tobias Barreto, o colégio onde  estudava. Passava entre uma hora,  hora e meia por lá, ora acompanhado pelo hoje médico Dr. Fedro Portugal, José Augusto e de tantos outros. As revistas que gostava, e nos dois locais públicos não chegavam, como a Cena Muda, Filmelândia,  Cinelândia, Palavras Cruzadas, juntava o dinheirinho da mesada que meu pai me dava, para comprar lanches na cantina do colégio e ia investir nas minhas leituras.

Aos sábados e domingos, botava um bocado dessas revistas debaixo do braço, e as levava as sessões vespertinas de cinemas dos bairro, para trocá-las por outras que ainda não tinha lido. A sessão de “troca-troca” geralmente começava cedo, por volta das treze horas, mas o filme mesmo só começava as 14h30, sob o olhar austero de Augusto Luz, o dono da farmácia Guarany e fora, até pouco tempo, o arrendatário da Rádioi Difusora de Sergipe. Minha mãe não cansaa de reclamar: “oicê pro cinema com cinquenta revistas debaixo do braço e volta com setenta ou oitenta. Se ao menos não as espalhasse pela casa”.

Mas, como separar as que já tinha sido consumida ou não? Tinha que deixar tudo pronto para o próximo final de semana. Foi por esta época que me despertou o aspecto de escrever artigos sobre os filmes que assistir e publicá-los na Imprensa local. Para conhecer os responsáveis pelos jornais, passei também a frequentá-los. Mas isto é outra história...




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