20/10/2018 as 14:53

A sustentável maneira de ser

Sem Aspas, por Alex Nascimento

Sem Aspas

Politica
Por Alex Nascimento
Foto: (Ilustração de Marco Jacobsen).<?php echo $paginatitulo ?>

No início de setembro de 2017, em artigo intitulado “Belivaldo e o desafio de continuar a ser”, publicado no portal JLPolitica, este colunista argumentou acerca de algumas características pessoais e políticas do então vice-governador Belivaldo Chagas, da relação que mantinha com o saudoso governador Marcelo Déda e de suas chances em vir a ser candidato ao governo, nas eleições de 2018.  

O artigo começa com uma fala de Chagas ao então governador Déda, dita no dia 02 de maio de 2007, durante retransmissão da cadeira governamental, na qual havia sentado por um período de dez dias. O evento teve por testemunhas todo o secretariado, os mais importantes políticos do estado, assessores e imprensa, presentes ao Aeroporto Internacional Santa Maria, onde o evento de retransmissão ocorrera.

Disse Chagas ao governador Déda: “todos aguardávamos ansiosamente a sua chegada”. O governador, logo após ser saudado por seu vice, não poupou elogios a esse: “Gostaria de agradecer ao vice-governador pela forma correta, eficiente e leal com que exercitou essa interinidade, respondendo pelas altas funções do Governo do Estado de Sergipe, dando direção à administração e tomando, com firmeza, decisões em momentos dramáticos, mas sempre com a lealdade e a retidão que sempre foram suas marcas, desde quando iniciou na vida pública”, afirmou, cheio de vitalidade e projetos para o estado.

Depois daqueles dez dias ocupando a cadeira de governador, e das palavras ditas por Déda, as qualidades pessoais e políticas de Belivaldo passaram a ser reverberadas dentro e fora do mundo da política, nos quatro cantos do estado. Ali, naquele 02 de maio de 2007, de alguma maneira, o futuro político do hoje candidato ao governo pelo PSD passou a ser selado. Mas havia um Jackson Barreto no meio do caminho, o que exigiu de Belivaldo resiliência.

No próximo dia 28, Belivaldo pode vir a ser escolhido para ocupar, por quatro anos, a cadeira que, ao ocupá-la, pela primeira vez, por um prazo curto de dez dias, permitiu a ele demostrar as qualidades pessoais e políticas que o trouxeram até aqui. Da mesma maneira que Déda no passado, 403.252 eleitores disseram de Belivaldo no presente.

É bom não dormir de toca

Valadares Filho vem adotando, em relação a seu adversário, uma postura mais dura nesse segundo turno das eleições. Seu marketing, por exemplo, mudou nesses segundo turno. Ele sabe que a margem de votos que precisa superar é grande e o tempo de campanha curto. Esses fatores levam a crer que vá mesmo amargar outra derrota nesse segundo turno. Mas, embora todo esse cenário, se os governistas dormirem de toca uma única noite, nos próximos dias, poderão ver escorrendo pelos dedos a vitória até aqui bem desenhada. Nunca é demais lembrar que, por vezes, para um político habilidoso como é o ainda senador Valadares, uma boa derrota, por vezes, é tudo de que se precisa para se reencontrar com antigas características.

Agora é que vai ser pitaco

Em entrevista concedida ontem, quinta-feira, 18, a Rádio Xodó FM, o governador Belivaldo Chagas, na condição de candidato à reeleição, foi taxativo ao afirmar que não tem acordo nenhuma com o líder de Michel Temer, o deputado federal derrotado, André Moura, e de quebra, deu novo peteleco no adversário: “Meu pai não indica secretariado nem dá pitaco sobre o secretariado até porque meu pai já morreu. Diferentemente dele (Valadares). Agora que o pai está desocupado, perdeu o mandato de senador, agora é que vai apitar. Eu não tenho acordo político nenhum com André Moura, portanto ele não será secretário de coisa nenhuma”, Belivaldo Chagas, desmentido suposta aliança com o líder do presidente Michel Temer e aos ataques da oposição.

Jackson não precisa ser secretário

Belivaldo também respondeu com relação a uma possível participação de Jackson Barreto, caso venha a ser eleito governador: “eu tenho uma relação de amizade com Jackson Barreto, vou continuar respeitando, vai continuar meu amigo, que eu não escondo amigo; mas Jackson Barreto não precisa ser secretário, e não vai ser secretário de meu governo. Nunca pediu, não vai pedir, e se pedisse não seria”.

O reencontro dos Valadares

Os Valadares estão numa espécie de tudo ou nada. Após a derrota para o senado, sua tábua de salvação é ganhar o governo. Não estão poupando esforços para reverter a vantagem dos quase 200 mil votos de seu adversário. Os Valadares abandonaram as “máscaras românticas do esquerdismo” que garantiram a eles um bocado de tempo no poder. Agora, sem escolhas, os Valadares dão sinais de que vão caminhar em direção a um reencontro com a velha/nova direita. No início dos anos noventa, o Valadares pai abandonou, sem muita cerimônia, uma firme ligação com a velha direita, que apoiou a ditadura militar no país, deu uma guinada à esquerda e, assim, conseguiu sobreviver politicamente essas últimas quase três décadas.

Ponto para Valadares

O senador Alessandro Vieira perdeu um bocado de simpatizantes e eleitores ao declarar voto ao deputado federal Valadares Filho, nesse turno das eleições. A reação negativa veio, claro, sobretudo pelas mídias sociais. Já Dr. Emerson, presidente da Rede Sustentabilidade, a exemplo do que fez quando das eleições para prefeito da capital, não manifestou apoiou a nenhum dos candidatos. Emerson tenta, ainda, se recuperar do vacilo que cometeu ao querer ser vice de Valadares, quando a finalização das composições partidárias.

O cheiro da derrota estava no ar

Na segunda-feira, 01 de outubro, a coluna Sem Aspas publicou artigo intitulado “Nem pai, nem filho”, no qual cravou que o cheiro da derrota dos Valadares no primeiro turno estava no ar. Apesar de todas as pesquisas de intenção de votos darem pai e filho na dianteira, tanto para o senado quanto para o governo, este colunista foi contundente: “há sim a possibilidade concreta não apenas do filho perder a dianteira das intenções de voto, nessa última semana de campanha, e ir para o segundo turno das eleições em segundo lugar; como também a de vir o pai a não ser reeleito senador da República”, afirmou este colunista. Veja artigo completo em http://alonews.com.br/colunista/2018/10/17942/nem-pai-nem-filho.html

O cheiro da derrota vinha de longe

O artigo “Nem pai, nem filho” apontou algumas prováveis causas que poderiam levar os Valadares a um baque no primeiro turno das eleições. Este colunista afirmou que, apesar de pai e filho estarem, naquele momento, liderando as pesquisas de intenção de votos, pai e filho vinham (?!) vacilando em algumas de suas principais qualidades, como a compreensão da realidade, a leitura de tendências e a capacidade de se adaptarem a elas. Ao que parece, agora, nesse segundo turno, após o porrete recebido no primeiro, os Valadares acordaram e partem pra cima com as armas todas de que dispõem, e tentarão esmurrar no pé da barriga do galeguinho, ao tempo em que pretendem pegar uma carona no voto bolsonarista. Algo perigoso para o todos...

Perguntar não ofende, né?

Qual dos dois vídeos, senador eleito Alessandro Vieira, deve o “seu” eleitor creditar? O vídeo que antecede o primeiro turno, no qual o senhor afirma que os Valadares representam a velha política, e que fará o enfrentamento a eles, ou no vídeo no qual o senhor manifesta apoio a eles?

Garantias de direitos reprodutivos

As tendências globais mostram que, quando as pessoas conseguem exercer seus direitos sexuais e reprodutivos, elas optam por famílias menores, com taxa média de dois filhos por mulher. A conclusão está em um relatório sobre a situação da população mundial divulgado na quarta-feira (17), pelo fundo de população das nações unidas (UNFPA, na sigla em inglês). Segundo a agência da ONU, a falta de possibilidades de escolha causa impacto expressivo nas taxas de fecundidade, geralmente tornando as famílias muito maiores ou muito menores do que a maioria das pessoas desejaria.

Garantias de direitos reprodutivos II

O relatório revela que em nenhum país a população tem a garantia plena de seus direitos reprodutivos. A maioria dos casais ainda não consegue ter o número de filhos que deseja, ou porque não tem condições econômicas e sociais, ou porque não tem acesso a contracepção e informação adequada. A demanda não atendida por métodos contraceptivos modernos impede que milhões de mulheres consigam optar por famílias menores.

Com aspas I

“Nós estamos falando de um candidato que tem um jeito original, que não se deixa levar por um dedo apontado. Não tem rodeio. Não tem muita conversa mole, muita promessa. A sua vitória no primeiro turno não foi a base de fake news, de ilusões, de esconderijo”. (deputado Francisco Gualberto).

Com aspas II

“Fiquei muito feliz e agradecido pela visita do senador eleito Alessandro Vieira. Eu já havia telefonado para ele para parabenizá-lo pela vitória, e ele posteriormente entrou em contato para solicitar esta reunião. Foi uma conversa muito produtiva. Passada a eleição para o Senado, o palanque está desfeito e vamos nos unir para trabalhar em benefício de Aracaju. Esta tem sido a minha posição desde que assumi a gestão municipal”. Prefeito Edvaldo Nogueira, comentando visita feita pelo senador eleitor Alessandro Vieira, que tem feito visita a prefeitos para levantar informações sobre os problemas dos municípios sergipanos. (Agência Aracaju de Notícias).

Com aspas III

“A campanha política já está ficando para trás e o importante agora é o trabalho sério para viabilizar recursos e as medidas que são urgentes para que a gente tenha a capital do Estado funcionando a pleno vapor, independente de qualquer bandeira partidária”. Alessandro Vieira, ao falar sobre visita ao prefeito Edvaldo Nogueira. (Agência Aracaju de Notícias).

Falha da coluna

Na última edição desta coluna, este colunista afirmou que o senador eleito pela Rede havia recebido verba generosa do partido. A informação não procede.

 

Críticas, sugestões e correções

alex.semaspas@gmail.com

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