POLÍTICA

18/08/2018 as 18:00

"Sergipe será o Vale do Silício brasileiro", garante Milton Andrade (PMN)

Político promete trazer para a economia sergipana ideias inovadoras que gerarão empregos e também incentivarão o empreendedorismo

Foto: (Reprodução/Rede Social).<?php echo $paginatitulo ?>

Milton Andrade, candidato ao governo do estado pelo PMN (Partdo da Mobilização Nacional) é uma daquelas figuras políticas que nos últimos anos, tem se destacado por criticar e se contrapor a práticas políticas consideradas tradicionais como a troca de favores políticos e a falta de profissionalização na gestão pública. 

Advogado e empresário, Milton, que possui apenas 30 anos, é advogado e empresário e já foi secretário-adjunto da Secretaria da Juventude e Esporte da Prefeitura de Aracaju durante a última gestão de João Alves Filho no executivo municipal.

O Portal Alô News, seguindo o calendário de entrevistas com os candidatos a governo do estado, recebeu em sua redação, o político do PMN e ouviu as principais propostas do candidato para serores considerados fundamentais por ele. Também conheceu a metodologia que deseja aplicar na administração pública e como ele pretende estabelecer relações com o legislativo. 

Confira a entrevista, a seguir:

Portal Alô News - (A.N.): O senhor vem com uma proposta diferente da maioria dos candidatos, de afastar a máquina administrativa da influência de políticos, mas essa ainda não é uma prática que se tornou costumeira entre os gestores de Sergipe e do Brasil. Como acha que a população irá receber seu projeto, durante a campanha? Acredita em uma grande adesão?

Milton Andrade - (M.A.): Isso é tudo que a população quer, porque não aceita mais a nomeação de secretário só porque tem voto, só porque é liderança política de interior, e em contrapartida presta péssimos serviços ao nosso estado. Então, isso está sintonizado com os anseios da população. Só não viu isso ainda a velha política.

(A.N.): Sergipe tem mais de um milhão e meio de eleitores, e segundo pesquisas de opinião, setenta por cento dos eleitores dizem não ter o menor interesse em votar em alguém, o que demonstra um certo distanciamento da população quando o tema é política. Você acredita que com seu programa político vai conseguir, apesar do pouco tempo político, atingir o coração das pessoas?

(M.A.): Esse é o grande desafio, espero eu que consiga atingir, consiga driblar as barreiras impostas pela velha política no tempo de televisão e no fundo eleitoral, para chegar no sergipano. Porque, eu não tenho dúvida, o cidadão que conhecer nosso projeto vai se identificar e o apoiar. Não vai torcer, vai é jogar junto da gente, para que entre em campo coma gente no time da renovação; e sem dúvidas será um grande desafio. Contudo, o meu aquário, onde devo jogar o anzol é no dos indecisos e dos insatisfeitos; meus adversários já têm votos consolidados, e não é lá que tenho que ir, nos leitores que não querem votar, mostrar que agora sim apareceu alguém diferente, que não tem parentes políticos ou nomes tradicionais lhe apoiando, nem é financiado por grupos de interesse, mas pelo contrário, está interessado na renovação de verdade.

(A.N.): Nós sabemos que o senhor não é um dos principais nomes na disputa eleitoral pelo cargo do governador do estado. Como é que o senhor, que não está entre os candidatos mais cotados para vencer, pretende passar a mensagem do seu programa para o eleitorado sergipano? Qual a estratégia?

(M.A.): Depende do que você chama de principal. Caso principal se refira a intenção de votos em pesquisa, você está correto, mas se principal quiser dizer quem está mais sintonizado com os anseios da população aí eu discordo de sua colocação. Eu acho que nós estamos muito mais alinhados com as demandas da sociedade sergipana do que todos os outros candidatos. Nós representamos a renovação política, o combate à corrupção e a gestão eficiente da máquina pública. É tudo que meus adversários não representam, e na verdade, têm pavor.

(A.N.): Uma das principais marcas do seu programa é a profissionalização da gestão pública. De onde surgiu a inspiração para defender essa ideia?

(M.A.): Sergipe entrou no atoleiro; hoje nós temos um dos maiores índices de desemprego do Brasil, que chega a 19%, temos a pior educação pública do país e até 2016 erámos o estado mais violento, já que tivemos uma ligeira melhora com a presença da Força Nacional no ano passado, mas que não é uma política permanente e sim, apenas um paliativo. Sendo assim, não digo ter existido exatamente uma inspiração, mas a insatisfação com o que vejo acontecer. A gente não pode perder a capacidade de se sensibilizar com a dor do próximo e os problemas coletivos, então eu vejo na política sergipana hoje, meia dúzia de pessoas que se apossou do poder para se manter, são pessoas que pensam somente na próxima eleição, não pensam na próxima geração.

(A.N.): Falando agora de uma questão mais concreta, o tema da segurança pública é uma das maiores queixas dos sergipanos atualmente. Quais medidas o senhor considera necessárias, por exemplo, para reduzir de modo efetivo a criminalidade e o tráfico de drogas no estado?

(M.A.): Primeiro ponto, aumento de efetivo; segundo ponto, redução de policiais desviados de funções, terceiro ponto, estabelecimento da meritocracia, que garanta ao policial promoção, reconhecimento e ocupação de postos de acordo com critérios objetivos e não políticos; quarto ponto, utilização de tecnologias como sistema Detecta  e o Sisfron, sistema de monitoramento de fronteiras e divisas. Sergipe não tem fábrica de armas ou de drogas, o que está entrando vem pelas fronteiras. Nós iremos utilizar a tecnologia para diminuir a entrada de armas e drogas. Quinto ponto, parceria com os municípios, que estão completamente alheios aos problemas de segurança pública, então nós podemos usar as guardas municipais existentes para auxiliar com a tarefa de policiamento comunitário, em parceria com a Polícia Militar. Então, esses cinco pontos são os fundamentais para reverter o caos da segurança pública no nosso estado.

(A.N.): E a implementação dessas medidas ocasionaria o aumento do orçamento para segurança pública ou elas seriam aplicadas com os montantes financeiros já disponibilizados para essa área?

(M.A.): Nós vamos reduzir o gasto com a máquina, para gastar com serviços. Se existe um inchaço da máquina com o aluguel de imóveis, de carros, privilégios, regalias, diárias, número de secretários ou de diretores, tudo isso vai ser reduzido para liberar o orçamento para o gasto com o povo, com serviços públicos. O orçamento vai ser o mesmo, é finito. Então nós vamos fazer muito mais com o que temos hoje.

(A.N.): Outra questão que tem afligido em geral, o sergipano e o brasileiro é o alto índice de desemprego, e dentro delas está a problemática da formação dos jovens. Em Sergipe temos algumas escolas técnicas, mas o número não parece ser o suficiente para o quantitativo de alunos. Como o senhor pretende, portanto, encarar esse tema?

(M.A.): Veja só, escola técnica na Alemanha é responsável pela formação de 90% dos seus jovens. Aqui no Brasil esse número é inferior a dez por cento, e em Sergipe é inferior à média brasileira. São seis mil alunos matriculados em escolas técnicas, na rede estadual, por exemplo; e isso é muito pouco. Além disso, o programa pedagógico não tem sintonia com o mercado. Nós temos em Nossa Senhora das Dores, uma escola técnica inaugurada que o programa pedagógico é capacitação de mão de obra para indústria de bebida, e aí eu lhe pergunto: qual a indústria de bebidas que temos no médio sertão sergipano? Então, isso não tem o menor sentido, é completamente destoante, pois nós estamos formando jovens que não vão ter oportunidade de emprego onde moram. Nós vamos criar escolas profissionalizantes e técnicas regionalizadas, com programa pedagógico vocacionado por região. Na região de Boquim, citricultura; de Lagarto, da mandioca; em Itabaiana, do comércio e da batata doce; em Aquidabã, do abacaxi, e assim estaremos sintonizados com o mercado para oferecer uma mão de obra qualificada e oportunidade para nossos jovens. Também implementaremos a política de microcrédito assistido. A partir dela, o jovem após finalizar o ensino profissionalizante vai ter acesso a um microcrédito inspirado no banqueiro dos pobres, Muhammad Yunus, e aqui nós temos o CEAP (Centro de Apoio aos Pequenos Empreendimentos), que atende 14 mil pessoas. Sendo assim, nós vamos dar apoio ao CEAP para que ele passe a atender 60 mil pessoas

(A.N.): O Ceará que não é um dos estados mais ricos do país consegue ser destaque nacional em índices que medem a qualidade da educação. Como, Sergipe, que também não é um dos mais privilegiados financeiramente, pode seguir um caminho semelhante?

(M.A.): Primeira coisa é a implementação do ensino integral, que foi o que o Ceará fez. O Governo Federal repassa dois mil reais por aluno e ajuda o estado instituir esse modelo no estado. A Escola Atheneu Sergipense, que possui o ensino integral teve uma evasão escolar de zero. Entraram 302 alunos, saíram os 302. O mesmo quantitativo fez vestibular e todos foram aprovados. Em comparação, noutras escolas a evasão chega a ser de 63%, um índice muito alto. Então nós não estamos qualificando nem estimulando nossos jovens a ficar na escola. Sendo assim, nas unidades de ensino integral nós teremos cursos profissionalizantes, vamos preparar a estrutura da escola para que ela possa receber esse modelo de educação.  Acredito também que nós temos precisamos resolver o problema na base, que são os municípios. Iremos criar um planejamento, no qual daremos condições para os municípios melhorarem sua infraestrutura, sua mão-de-obra e a didática com os alunos, e ainda estabeleceremos critérios para repasses a municípios que se destacarem nos índices educacionais; além de trabalharmos a valorização do professor.

(A.N.): A gestão da educação no estado também seria influenciada pelo valor da meritocracia?

(M.A.): Sem duvidas, hoje, os cargos são indicados por interferência políticas ou de sindicatos. Nós vamos criar critérios objetivos para a ocupação dos cargos de confiança como coordenação e diretoria. Tem curso de formação, pontua; tempo de serviço, pontua; metas batidas, pontua. Tudo isso vai criando um sistema de pontuação em um ranking, e o melhor colocado tem o direito de escolher onde irá trabalhar. Além disso, haverá as gratificações por produtividade. Se o aluno melhorou de desempenho, baixou a evasão escolar ou aumentou o número de matrículas será dada uma gratificação.

(A.N.): Falamos sobre a profissionalização dos jovens por meios das escolas técnicas, mas abordando a questão do desemprego em sua essência, principalmente do ponto de vista da população interiorana, como o senhor pretende gerar emprego para essa parcela dos sergipanos?

(M.A.): Qualificando mão-de-obra do campo, oferecendo microcrédito no comércio para o jovem e o agricultor familiar, colocando a Emdagro (Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe) ativa para que Sergipe recupere os quase R$ 500 milhões que perdeu na agropecuária nos últimos anos. Vamos também fazer com que o Estado pague em dia, pois isso gera riqueza. Hoje, o sergipano está gastando dinheiro com juros de banco, pois o servidor tem recebido o seu salário atrasado, e aquele dinheiro que ia para o consumo está indo para o pagamento de juros de banco. Vamos tratar bem o servidor, com o objetivo de aquecer o comércio e o setor de serviços. Além do que já falamos, cabe mensurar que criaremos uma grande política de desenvolvimento de strartups. Sergipe será o Vale do Silício brasileiro. Nosso plano de governo, é sem dúvidas, o melhor no critério de startups. Um outro ponto a ser explorado também é o do turismo, que em nosso estado se encontra agonizando por falta de política pública. Nos últimos quatro anos, foram cinco secretários, todos por indicação política de um mesmo grupo, um ex-prefeito de Nossa Senhora do Socorro. Nós iremos dar sentido técnico à secretaria, para que o turismo se desenvolva. Antigamente, quando se falava de Xingó, se falava de Canindé do São Francisco, hoje, se fala em Piranhas (cidade alagoana). Para mudar essa situação, iremos desburocratizar a abertura de empresas, melhorando o ambiente de negócios e reduzindo a carga tributária.

(A.N.): Então, a pauta de geração de empregos do senhor está muito associada à questão da promoção do empreendedorismo.

(M.A.): É isso aí; além de atrair indústrias, e para isso precisamos de um tripé: infraestrutura, mão-de-obra qualificada e segurança, pois dando segurança pública, mão-de-obra para as escolas técnicas e infraestrutura para escoar a produção, reativando as ferrovias e melhorando o porto de Sergipe, não temos dúvida de que as coisas vão dar certo.

(A.N.): O senhor falou de desenvolver startups, pode dar mais algum detalhe de como isso vai acontecer?

(M.A.): Eu estou guardando a sete chaves, porque é algo inovador mesmo. Mas, nós vamos estar trabalhando junto com as entidades que já existem neste ramo das startups como a Cajuvale, iremos desenvolver projetos como o Demo Day, e criaremos Hub em Sergipe, como tem Salvador e um porto digital, algo já existente em Recife.

(A.N.): Você também defende muito a ideia de um Estado Mínimo, inclusive é adepto das parcerias público-privadas. De onde buscou essas ideias?

(M.A.): Na verdade, eu não defendo um Estado Mínimo, eu defendo um Estado eficiente. Ele estará onde deve estar, que é na educação, segurança, saúde e geração de empregos. Gerar empregos, por exemplo, é algo que ocorre com o fortalecimento da iniciativa privada. A reforma do Centro de Convenções é um exemplo de como podemos reduzir o inchaço estatal e focar no básico. R$ 35 milhões para o ralo, três anos e meio do espalho fechado com a obra atrasada e cara, que se fosse feita pela iniciativa privada não custaria R$ 10 milhões, pois quando o empreendedor já calcula os atrasos de pagamento e todo o custo que o estado gera para realizar a construção esse preço pelo menos duplica. E o centro de convenções fechado já gerou R$ 200 milhões de prejuízo à nossa economia. Comigo no governo, ele não seria gerenciado pelo estado, seria feita uma parceria público-privada, na qual uma empresa administraria o centro e custeie a sua obra e esses R$ 35 milhões seriam destinados à saúde, segurança e educação.                    

(A.N.): O senhor está em um partido de pouca expressão, que não tem forte penetração nas casas parlamentares de Sergipe e em uma coligação com apenas mais um partido. Caso seja eleito, está aberto a fazer aliança com os políticos mais tradicionais ou irá se distanciar deles?

(M.A.): A política é a arte de convergir entendimentos, vou estar aberto a fazer qualquer tipo de diálogo com quem queira colaborar com as demandas do povo. Aquele que quiser se somar à gestão eficiente para melhorar a vida do sergipano é meu aliado, aquele que for contra o sergipano é meu adversário. Então, vou estar aliado ao povo e quem estiver a ele aliado também estará a mim.

(A.N.): Quais as medidas que o senhor pretende implementar já no primeiro ano de seu mandato?

(M.A.): A primeira coisa é a redução de secretarias, que hoje são 22 e no nosso governo serão apenas oito, depois vou cortar os privilégios e mordomias que uma casta de agentes políticos tem. Vamos também diminuir para 650 o número de cargos comissionados com o intuito de equilibrar as finanças. Além disso, iremos reduzir o rombo previdenciário criando uma alíquota progressiva, que vai determinar uma alíquota maior para quem ganha mais. Esses seriam os quatro pontos principais, porém, reduziremos o ICMS (Imposto sobre circulação de mercadorias e serviços) sobre os combustíveis e a energia gradativamente até chegar a 18%, a partir da diminuição de dois pontos percentuais a cada aumento da arrecadação. E criaremos ainda uma grande lei de desburocratização para facilitar a abertura e manutenção de negócios em funcionamento.

(A.N.): Agora quanto às negociações na Assembleia Legislativa, qual seria o limite de negociação de Milton Andrade?

(M.A.): Eu afirmo que não trocarei apoio político por nomeação de cargo comissionado em secretarias. Não minha administração isso não vai existir, eu vou combater isso, e quem se propuser a isso, tome muito cuidado, eu não irei compactuar e combaterei com veemência.

(A.N.): E o senhor acredita que na mentalidade dos parlamentares, estará maturada este novo modelo de administração?

(M.A.): O exemplo é seguido. Se o chefe do executivo entope de cargo comissionado que não produz nada, nem tem qualificação só porque é parente, amigo ou aliado político, então os demais aliados se sentem no direito de fazer a mesma coisa. A partir do momento em que estiver lá e não fizer isso, os parlamentares vão entender a nobreza de nosso ato, e seguirão o exemplo.

(A.N.): Acredita que uma candidatura vinda de fora do campo dos políticos tradicionais, de alguém que uma rotina semelhante à da maioria da população tem condições de enfrentar a campanha dos nomes dos políticos ditos profissionais?

(M.A.): Eu não tenho a menor dúvida. Primeiro, porque vou mostrar que sou bom gestor dentro da campanha, eu vou combater com alguns poucos milhares os milhões dos meus adversários, fazendo muito mais que eles. Segundo, eu estou alinhado e sintonizado com os anseios populares. 70% dos sergipanos não quer votar em quem está aí, como dizem as pesquisas. Então, nós temos três candidatos que são conhecidos por todos sergipanos, mas mesmo assim a população não os acolhe, e isso aponta para uma tendência de que esse percentual busca alguém novo, que como eles sente a dor na pele de uma segurança pública e uma educação ineficazes, um estado caro, uma política tributária burra e da falta de emprego. Então, a população cansou dessa casta de políticos que só se serve do estado. A população está procurando uma pessoa comum, e não um salvador da pátria.

(A.N.): Existe um outro candidato nessa disputa que se apresenta como novo. Qual a diferença entre você e ele?

(M.A.): Quem seria esse candidato?

(A.N.): Antônio Carlos Valadares Filho.

(M.A.): Renovação de pai para filho não é renovação. Ele faz parte de um grupo político que bem ou mal, prestou serviços à Sergipe Respeito a todos os meus adversários, mas a bandeira da renovação para ele, é uma bandeira inadequada, pois é uma renovação imposta.

(A.N.): A empresária Rafaela Soares será a sua vice, ela será uma figura decorativa ou vai participar de seu governo?

(M.A.): De forma alguma, ela já está participando, apresentando projetos muito bons na área da saúde, que ela própria irá divulgar e que revolucionará o tratamento da saúde das mulheres sergipanas.

(A.N.): Seu programa de governo foi feito por técnicos?

(M.A.): 100% por técnicos. Ele pode não estar tão bonito esteticamente quanto o de outros candidatos, mas acerca de seu conteúdo não tem um igual.

(A.N.): Você teria direito a um fundo partidário, mas abriu mão dele. Isso não seria uma forma demagógica de se aproximar do povo?

(M.A.): Eu fui um grande crítico quando foi aprovado o ‘fundão’, o fundo eleitoral que retirou do orçamento federal da educação e da saúde, um bilhão e setecentos milhões para distribuir entre partidos, seria demagógico e incoerente de minha parte usufrui daquilo que critiquei. Ser coerente tem um preço, que é competir com menos armas contra os adversários. Se eu critiquei lá atrás, sou refém das minhas convicções.

(A.N.): Para concluir, qual a mensagem final que o senhor deixaria para os sergipanos?

(M.A.): Quero dizer aos sergipanos, que o que me fez ser candidato foi não me sentir representado por quem era candidato, pelos mesmos de sempre. O que me faz ser candidato é a vontade de construir uma nova história para Sergipe, devolver ao seu povo a alegria de morar em um estado que já foi desenvolvido e seguro. Hoje, nós lideramos todos os rankings negativos de desemprego, saúde e educação. Quem vai resolver esses problemas não é quem os criou; eles serão solucionados por pessoas comuns, vindas do povo, que estão insatisfeitas e possuem capacidade e experiência em gestão. Se nós colocarmos um político na administração, eles se utilizarão da máquina para fazer política; já se colocarmos um gestor, ele vai usar a máquina para fazer gestão. Chegou a hora de Sergipe ter um governador gestor e não um governador político. Deixo também meus canais de comunicação para que possam interagir comigo. Meu site é o miltonandrade.com.br, e meu Facebook e Instagram são m.miltonadrade.

 

 

 

 

 

 




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