POLÍTICA

08/10/2018 as 14:12

Pelo menos oito figurões do Senado ficarão de fora a partir de 2019

Entre eles está o atual presidente, Eunício Oliveira (MDB-CE), que não conseguiu se reeleger

Foto: (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil).<?php echo $paginatitulo ?>

Pelo menos oito nomes que tinham vagas tidas como garantidas no Senado Federal não conseguiram garantir cadeiras para o próximo mandato nas eleições deste ano. Dos 54 senadores eleitos para compor o quadro pelos próximos oito anos, apenas oito deles, ou 25% do total, são pessoas que já tinham uma cadeira na Casa. Eles vão se juntar a outros 27 parlamentares, eleitos em 2014.

Entre os 32 que buscavam releição, o atual presidente da casa, Eunício Oliveira (MDB-CE), conseguiu votos suficientes para se manter na cadeira. No Ceará, os representantes serão Cid Gomes (PDT) - irmão do candidato Ciro Gomes (PDT) - que conquistou 41,4% da preferência dos eleitores, e Eduardo Guirão (Pros), que obteve 17% dos votos.

Outra pessoa que ficará de fora do Legislativo é Romero Jucá (MDB-RR), que deixará a vaga após 24 anos na cadeira. Ele obteve 16,7% dos votos e perdeu a caga para Chico Rodrigues (DEM) e Mecias de Jesus (PRB). Assim como Edison Lobão (MDB-MA), que deixará a vaga conquistada em 2010, para Weverton (PDT) e Eliziane Gama (PPS). O emedebista obteve apenas 9,7% dos votos contra 35% e 27% de seus adversários, respectivamente. 

Roberto Requião (MDB-PR), figura marcante do Senado, também não conseguiu a reeleição. Ele entrou no cargo pela primeira vez em 1994 e depois assumiu uma cadeira em 2010. Os dois eleitos pelo Paraná foram Professor Oriovisto (Pode), com 2.957.239 votos, e Flávio Arns (Rede), com 2.331.740. Requião recebeu 1.528.291 votos válidos. 

No Rio de Janeiro, César Maia (DEM-RJ) deixará a vaga conquistada em 2010. O estado elegeu Flávio Bolsonaro (PSL) - filho de Jair Bolsonaro (PSL) - que conquistou 31,36% dos votos e Arolde de Oliveira (PSD), que teve o apoio de 17,05% dos eleitores.

Também no Rio de Janeiro, Lindberg Farias (PT-RJ) perdeu a cadeira conquistada em 2010. Nesta eleição ele ficou em quarto lugar, com 10,17% dos votos, atrás de Maia, que recebeu 16,66% dos votos. 

Outro petista que ficou de fora do Senado foi Eduardo Suplicy (PT), em São Paulo. Aparecendo como primeiro colocado em todas as pesquisas de intenção de voto, no resultado final, Suplicy registrou 13,3% da preferência do eleitorado e ficou em terceiro lugar. Esta é a segunda derrota dele ao Senado, em 2014, o petista foi derrotado por José Serra (PSDB).

Quem garantiu a vaga em São Paulo foi Major Olímpio (PSL) com 25,8% e Mara Gabrilli (PSDB), com 18,5%. 

No Distrito Federal, Cristovam Buarque (PPS-DF) deixa a vaga após dois mandatos. Ele foi eleito pela primeira vez em 2002. Deixou o cargo entre 2003 e 2004 para assumir o Ministério da Educação, no primeiro mandato de Lula, e foi reeleito em 2010. Agora, quem assume as duas vagas do Distrito Federal são Leila do Vôlei (PSB), que recebeu 17,6% dos votos, e Izalci (PSDB), com 15,2%. 

Após o resultado, Buarque chegou a declarar que a não reeleição foi um "frustralívio", uma junção das palavras "frustração" e "alívio". Afirmou que saiu candidato para que a população decidisse, mas que um terceiro mandato no Senado "seria exagero".

Magno Malta (PR-ES), que ocupava uma cadeira desde 2002 no Senado, também vai deixar o cargo no próximo ano. Em 2010 ele foi o segundo colocado nas eleições com 1.285.177, ou 36,76%, dos votos válidos. No resultado deste ano, ele aparece na terceira posição, com 17% dos votos. Os eleitos pelo Espírito Santo foram Fabiano Contarato (Rede), com 31,1% da preferência dos eleitores, e Marcos do Val (PPS), com 24% dos votos.

Na Paraíba, Cássio Cunha Lima (PSDB) se elegeu em 2010 com 1.004.183 votos, porém teve seu registro indeferido ela Justiça Eleitoral com base na Lei Ficha Limpa. Ele só conseguiu a liberação para ocupar o cargo em novembro de 2012. Neste ano, ficou em quarto lugar na disputa (17,5%), atrás de Veneziano (PSB), eleito com 24,6% dos votos; de Daniela Ribeiro (PP), eleita com 24,2% de votos; e de Luiz Couto (PT), que obteve apoio de 23,1% dos eleitores. 

Continuam na vaga

Já entre os que conseguiram manter o cargo está Paulo Paim (PT-RS), Ciro Nogueira (PP-PI), Jader Barbalho (MDB-PA), Renan Calheiros (MDB-AL), Sérgio Petecão (PSD-AC), Humberto Costa (PT-PE) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP).


 

 

 

 

Com infromações de Fabiola Andrade, Destak Jornal. 




Tópicos Recentes