POLÍTICA

28/10/2018 as 16:22

Independente do resultado hoje, política de Sergipe precisa de novos nomes!

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Política
Por Habacuque Villacorte
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A política é um instrumento de transformação social, que movimenta a economia, que geralmente é marcada por disputas pelo Poder, de continuidade ou de alternância, mas que é extremamente necessária para a democracia, para a discussão de ações que possam beneficiar a coletividade. A política movimenta as paixões, acalora discussões, fortalece os embates partidários. Em uma disputa eleitoral, geralmente estão postos em conflito os projetos diversos, seja de situação, seja de oposição.

 

Neste domingo (28), dia do saudoso São Judas Tadeu, quando também se celebra o dia do funcionalismo público, mais de 147 milhões de brasileiros estão aptos para escolherem o futuro presidente do País, na disputa entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). O petista “surfou” na “onda” do ex-presidente Lula e conseguiu chegar ao 2º turno. Até dois meses atrás, Haddad era um mero desconhecido de boa parte do eleitorado do Brasil.

 

E por que não dizer o mesmo de Bolsonaro? Quem imaginava, após mais um confronto PT/PSDB de 2014, que quatro anos depois ele seria o “virtual” presidente da República, após a reeleição de Dilma Rousseff (PT)? Por mais que boa parte do eleitorado Nordestino tenha rejeição ao candidato do PSL, não há como negar que ele é uma “novidade” na disputa presidencial, como também é Fernando Haddad, como foram João Amoedo (Novo) e Guilherme Boulos (PSOL), sem contar com Vera Lúcia (PSTU), que já disputou a Prefeitura de Aracaju e o Governo de Sergipe e agora ficou conhecida nacionalmente.

 

Há uma espécie de “renovação” no cenário nacional, onde políticos tradicionais em suas respectivas regiões, também não obtiveram êxito no 1º turno. Em Sergipe, teoricamente, foram “aposentados” da vida pública o senador Valadares (PSB) e o ex-governador Jackson Barreto (MDB). Foi assim com Albano Franco, João Alves Filho (DEM) e com muitos outros. É a “lei da vida”! Nomes não tão antigos, mas já conhecidos do eleitorado, como Eduardo Amorim (PSDB) e André Moura (PSC) também não saíram vitoriosos.

 

Para o Senado foram eleitos o delegado Alessandro Vieira (REDE), para muitos a “surpresa” ou o “voto de protesto”, e Rogério Carvalho (PT) que, por impedimentos jurídicos, ainda na pré-campanha, esperava-se que ele sequer reunisse condições legais de disputa, mas hoje está eleito contrariando todos os institutos de pesquisa e até os mais experientes analistas políticos. Para o governo temos uma disputa definida entre Belivaldo Chagas (PSD) e Valadares Filho (PSB). Os dois já foram muito próximos, politicamente, têm história no partido socialista, e hoje estão em lados opostos.

 

Em síntese, independente do resultado final deste domingo para o governo do Estado, a classe política de Sergipe precisa fazer a leitura correta da vontade popular, ouvir o “som que vem das ruas” e entender que há uma tendência de renovação, sem deixar de admitir que existe uma carência de novos nomes. Esse ano este “candidato” se enquadrou no perfil de Milton Andrade (PMN). Mas a política local precisa ir muito mais além, é preciso abrir espaços para outras pessoas, caso contrário, quem não acompanhar essa “linha”, tende a ser “convidado a sair” pelo povo nas eleições seguintes. Os tempos são outros...

 

Veja essa!

Está dando o que falar o processo de escolha do Procurador-Geral de Justiça, que chefiará o Ministério Público Estadual nos próximos dois anos. O promotor Manoel Cabral Machado Neto, com 104 votos (75% dos votos válidos) obteve quase 100% a mais de votos do que seu único concorrente, o Procurador Eduardo Barreto D’Ávila, que foi votado por apenas 58 membros do MPE.

 

E essa!

A decisão de escolher o comandante do MPE caberá, exclusivamente, ao governador Belivaldo Chagas, que deverá fazê-lo logo após a definição sobre o 2º turno da eleição para o governo do Estado. Não se formou uma “lista tríplice” por ausência de candidatos

 

A regra é clara!

Baseado no estatuto da entidade, o Presidente da Associação Sergipana do MPE fez valer o princípio democrático e, em nome da classe, fez uma apelo em ofício encaminhado ao governador para que seja nomeado aquele candidato que obteve mais votos, no caso, Manoel Cabral Machado.

 

Alô Belivas!

Este colunista foi informado que não apenas em Sergipe, mas nos demais Estados da Federação há uma tradição onde o governador de plantão prestigia a vontade da classe, nomeando o mais votado e preservando a independência da instituição Ministério Público Estadual.

 

Exclusiva!

Alguns setores, interessados na eleição do comando do MPE, estão trabalhando com determinação para tentar convencer o governador a “quebrar essa tradição”. Essa articulação, inclusive, conta com a conivência de setores da imprensa local.

 

Bomba!

A coluna teve acesso a um documento, mais precisamente, o programa de gestão na eleição da PGJ, ocorrida em 2014, lançado por Rony Almeida, Eduardo D’ávila e Manoel Machado Neto, quando os três candidatos assumiram o compromisso público pela escolha do candidato mais votado.

 

Relembre

Diz o texto deste documento de 2014, assinado pelos três: “trata-se de respeito à VONTADE DA CLASSE, à democracia que impera em nosso meio, a um valor tão caro para todos nós: FAZER VALER A ESCOLHA DO CANDIDATO MAIS VOTADO NA LISTA TRÍPLICE. Esse, o nosso compromisso: APOIAR A NOMEAÇÃO E POSSE DAQUEL QUE FOI ESCOLHIDO, POR TODOS OS MEMBROS DO MPE, COM A MAIOR VOTAÇÃO”.

 

Bandeira antiga

Rony Almeida e Eduardo D’ávila já defendiam a escolha do mais votado desde suas gestões na presidência da Associação Sergipana do Ministério Público. Mas, desta vez, estranhamente, silenciaram sobre o assunto...

 

CRÍTICAS E SUGESTÕES

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