POLÍTICA

01/11/2018 as 10:43

Desapega! Jackson “agradece” apoios no 2º turno para Belivaldo com agressões!

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Política
Por Habacuque Villacorte
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Ao melhor perfil “Jackson Barreto”, em entrevista ao radialista Narciso Machado, na Rádio FAN FM, o ex-governador prova que, apesar de larga experiência na vida pública, ainda não aprendeu a respeitar a soberania popular das urnas e, principalmente, a vencer. É inegável a liderança popular que JB exerceu no Estado por décadas. Foi deputado estadual, deputado federal, prefeito de Aracaju, vice-governador, “governador tampão” e governador eleito. Sonhava em ocupar uma cadeira no Senado Federal. Tinha legitimidade para isso, mas como a idade chega para todo mundo, ao ser avaliado pelas urnas, Jackson foi atendido pelo povo que “lhe aposentou” da vida pública.

 

Em entrevista marcante para o radialista Gilmar Carvalho, ainda governador, Jackson disse que não seria mais candidato a nada e que, se descumprisse essa promessa, que o povo não lhe confiasse o voto. É bem verdade que foram mais de 200 mil “teimosos” que ainda o queriam na vida pública. Talvez por gratidão, pela liderança que ele sempre exerceu. Mas não venceu, perdeu para seu desafeto André Moura (PSC) e assistiu a surpreendente vitória de seu colega de chapa, Rogério Carvalho (PT), que propagou durante a campanha ser “o verdadeiro senador de Lula”.

 

Para quem tem pouca memória, há alguns anos, Jackson tinha uma relação de amizade muito forte com Michel Temer (MDB), que viria a ser o presidente da República após o impeachment de Dilma Rousseff (PT). Cassação da presidente que contou com o voto favorável de quase toda a bancada federal sergipana, inclusive aliados do então governador, que não “se esforçou” muito para evitar. JB chegou a procurar Temer, buscou ampliar essa relação. Não contava que André Moura se tornasse o líder do governo na Câmara Federal e, em seguida, no Congresso Nacional.

 

Deste momento em diante, Jackson buscou uma “reaproximação” com o PT, disse que recebeu um “apelo dramático” de Lula para ele ser candidato em 2018 e, após a “bola fora” com Marcelo Déda (in memoriam), trabalhou para Eliane Aquino (PT) não disputar o Senado e ser candidata a vice-governadora. JB viajou para Minas Gerais para o lançamento da candidatura de Lula e, em seguida, “abraçou” Fernando Haddad, passando a combater com dureza o “ex-amigo” Michel Temer, chegando a denunciar que ele trabalhou contra Sergipe, para prejudicar o nosso Estado, apenas por questões políticas.

 

Na entrevista à FAN FM, JB repetiu as críticas que já tinha feito ao senador Valadares (PSB) e ao deputado federal Valadares Filho (PSB), como também ao senador eleito Alessandro Vieira (REDE) e à delegada de Polícia Civil, Daniele Garcia, que participou ativamente da campanha do PSB para o governo do Estado. Até aí não havia nenhuma novidade. O que chamou a atenção foi o ataque de Jackson a Heleno Silva, Jony Almeida e ao PRB que estavam no bloco governista até o período das convenções e passaram a apoiar Eduardo Amorim (PSDB) para o governo. No 2º turno decidiram voltar a apoiar Belivaldo.

 

Jackson “batizou” esses políticos que estavam na situação e que após um “tour” pela oposição retornaram ao governo de “Madalenas”. Também não foi nada ameno com o deputado federal eleito Fábio Henrique (PDT) e com a deputada estadual Sílvia Fontes (PDT) taxando-os de “traidores”. Disse ainda que estava “feliz” pela derrota de André Moura e que Eduardo Amorim estava “acabado” politicamente. Não pensou nem nos políticos e eleitores de ambos que decidiram “espontaneamente” apoiar Belivaldo no 2º turno. Em síntese, quem deveria ser tratado com “rosas”, foi agraciado com “espinhos”. É o “modelo JB” de ser. O governo saiu dele, mas ele não desapega do governo...

 

Veja essa!

Talvez pela ausência de Belivaldo Chagas, que se encontra em Brasília, quem ouvia a entrevista de Jackson Barreto no rádio imaginava que ele ainda era o governador. Falando de tudo e de todos, fazendo previsões de seu grupo e até para os que fazem a oposição. Quando deixar a política de vez já pode atuar como “babalorixá”...

 

E essa!

Para muitos especialistas estão em jogo nas declarações de JB são seus interesses particulares. O ex-governador quer manter uma estrutura na gestão, mesmo sem exercer funções públicas. Sem contar que existem alguns “apadrinhados” que precisam do seu apoio para não serem “esquecidos” no “novo” governo...

 

Bomba!

Há quem diga que a eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa terá uma definição nesta quinta-feira (1º), dia de Todos os Santos. O governador chega de Brasília (DF) nesta quarta-feira (31) a noite e, no dia seguinte, poderá costurar um entendimento em sua base.

 

Exclusiva!

Em entrevista exclusiva ao radialista Eron Ribeiro, da Rádio Jornal AM, o 1º secretário e deputado Jeferson Andrade (PSD) confirmou que está disposto a disputar a presidência, assim como vários deputados, mas disse que não vai “atropelar” o processo e fará tudo em diálogo com o agrupamento e com o governador.

 

Jeferson Andrade

“Vamos sentar com o deputado Luciano Bispo (MDB), com o deputado Garibalde Mendonça (MDB), com Zezinho Guimarães (MDB) e todos os outros, inclusive com governador Belivaldo Chagas. Será um entendimento em grupo e vamos buscar o consenso, mas sem atropelar o processo”, disse Jeferson na Rádio Jornal.

 

Luciano Bispo

Por sua vez, o presidente da Casa não tem comentado sobre o assunto publicamente e prefere deixar a decisão para ser tomada em conjunto com os deputados, ouvindo também o governador. A posse dos deputados eleitos e a eleição da nova Mesa Diretora ocorrerá no dia 1º de fevereiro de 2019.

 

Além do Horizonte

O “caldeirão de acarajé” continua fervendo dentro da Fundação Renascer. Chega a informação mais ardida que pimenta baiana que o gerente de operações da instituição já estaria anunciando que uma empresa de outro Estado será a detentora do contrato com a Fundação que ser foi licitado. Isso pode Arnaldo?

 

Clima quente

A informação é que o ambiente dentro da Fundação continua tenso por conta de medidas da diretora administrativa e financeira, que é uma espécie de “unanimidade negativa” entre os servidores efetivos, contratados e até entre os prestadores de serviços.

 

Caos na Fundação

Este colunista já havia antecipado, semana passada, que alguns servidores comissionados ia entregar seus cargos a partir desta próxima semana, bem como um grupo de prestadores de serviços estudavam reincidir seus respectivos contratos. Que havia o risco da situação se transformar em um verdadeiro caos.

 

Papagaio come o milho...

Em meio a essa confusão na Fundação Renascer, o tal “diretor de operações”, articulou uma espécie de “gestão paralela” por lá. Depois um homem de boa fé e bom coração como o diretor-presidente Wellington Mangueira, sem máculas, pode “levar a fama” por alguns supostos desmandos que estão ocorrendo nos bastidores...

 

CRÍTICAS E SUGESTÕES

habacuquevillacorte@gmail.com e habacuquevillacorte@hotmail.com

 




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