POLÍTICA

26/12/2018 as 14:51

Sem André, Sergipe segue sem “referência” junto a Bolsonaro!

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Política
Por Habacuque Villacorte
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Há cerca de um ano, este colunista levantou a tese de que o governo do Estado e as prefeituras municipais de Sergipe tinham que aproveitar a posição do deputado federal André Moura (PSC), na liderança do governo do ainda presidente Michel Temer (MDB) no Congresso Nacional. André foi posto como “bola da vez” pelo jornalista e provou isso, de fato, ao longo de 2018, quando superou a marca de R$ 1,5 bilhão em recursos federais que seu mandato em BSB já proporcionou para a menor unidade da federação em dimensões territoriais.

André Moura fez mais do que muita gente junta que, em especial, só critica sua postura ou inveja sua disposição política. O deputado não é mais um “filho da elite conservadora”, mas sim um membro de uma família política, que tem um pai ex-deputado e conselheiro de Contas aposentado, uma mãe ex-deputada e servidora pública e uma esposa prefeita de um município do interior do Estado. Mesmo odiado por muitos, André chegou ao ponto mais alto da representação política de Sergipe em BSB por méritos próprios!

Mesmo sem mandato a partir de 1º de fevereiro de 2019, para muita gente ele seguirá sendo um dos líderes da oposição, mesmo sem o “apadrinhamento” da presidência da República, como seus críticos lhe “cornetam”.  André é um político dinâmico, arrojado, corajoso e determinado. Tropeça, muitas vezes, na vaidade, mas não é uma “figura montada”, não é um “político acéfalo”. Tem vontade própria e impõe sua liderança. Construiu isso muito antes de Michel Temer e de chegar à BSB.

Ajudou muitos e muitos prefeitos sergipanos, tradicionalmente esquecidos pelo governo federal. Abriu portas de Ministérios e órgãos federais e fez do seu gabinete no Congresso um verdadeiro escritório do governo de Sergipe. Não fez distinções políticas, não foi “pequeno” e conquistou a admiração até de históricos adversários. O excesso de vaidade e confiança lhe impôs uma surpreendente e amarga derrota das urnas. Não permitiu que enxergasse evidentes “traições” bem embaixo dos seus olhos...

É jovem e tem um futuro político amplo pela frente; não responde a maioria dos processos que parte da sociedade lhe incutiu, muitas vezes por um ódio “alimentado” por alguns adversários políticos, por setores da imprensa, do Ministério Público (Estadual e Federal principalmente) e judiciário sergipano, e até por oligarquias que não aceitam seu crescimento, sua liderança, alguém que não foi “indicado” ou nasceu em “berço de ouro”. Isso incomoda, e muito, a vaidade dos homens...

Sem André Moura no Congresso Nacional, tudo vira uma “incógnita” diante do governo de Jair Bolsonaro (PSL) que se aproxima. Há uma expectativa muito positiva sobre o novo presidente da República, mas até agora, restando poucos dias para a saída de Temer, Sergipe segue sem uma “referência” de peso político junto ao Capitão Reformado que vai gerir os destinos do País. Bolsonaro tem que olhar para o País, como um todo, inclusive para nós, mas é inegável que a presença de um “André” em BSB estreitaria esta relação. Tomara que ele faça sim um bom governo e que nossa bancada trabalhe bem esta “interlocução”. Gostando ou não, André fará muita falta...

 

Veja essa!

Bastou este colunista externar alguns “relatos” de servidores da Cehop sobre o perfil do seu presidente, para a Associação dos Empregados do órgão (ASSEC) emitir uma nota de repúdio para manifestar “a gratidão e o reconhecimento” de todos os servidores a Caetano Quaranta.

 

E essa!

A nota de repúdio da Associação dos servidores também fala em “profissionalismo e respeito aos colaboradores” durante a atual gestão, “marcada pela reorganização e fortalecimento da empresa, valorização dos empregados e cumprimento das metas governamentais”.

 

Contradição

O interessante é que, simultaneamente à nota de repúdio, o presidente concedeu uma entrevista a outro jornalista, “exaltando” o feito de o governo repassar o pagamento de 220 funcionários e da “grande gestão” equacionar as despesas com água, telefone, energia e outros compromissos, algo que qualquer chefe de departamento teria capacidade de gerir.

 

Olho nele, galeguinho!

O interessante é que o governador reeleito Belivaldo Chagas nem confirmou toda sua equipe de trabalho e, na entrevista concedida, Caetano Quaranta já se posiciona como se sua continuidade na presidência da Cehop já estivesse definida, já dando como certo que vai dar sequencia, como se fosse apenas uma questão de tempo.

 

Mais reclamações

Se de um lado, a Associação emite nota de repúdio defendendo o presidente da Cehop, do outro, alguns servidores do órgão insistem que estão “tensos” com a possibilidade de ele continuar a frente do agora “super órgão”, por conta “da forma truculenta no tratar”, “pela atenção demasiada para atender os interesses dos poderosos” e “pelo descompromisso na condução do órgão”. 

 

Histórico na Cehop

Não custa lembrar que Caetano Quaranta exerceu o cargo de diretor técnico da Cehop por oito anos, período em que as obras passaram a ter um ritmo de execução comprometido ao ponto de, muitas delas, terem sido concluídas só após sua saída da diretoria, por falta de credibilidade junto ao empresariado.

 

Mercado incomodado I

Ao praticamente ratificar sua permanência no comando da Cehop, Caetano Quaranta também deixa temerosos alguns empresários do ramo que não gostam nem de falar dos pagamentos de obras vultosas, licitadas pela Cehop, com aditivos que chamam bastante a atenção.

 

Mercado incomodado II

Um desses empresários, inclusive, já faz uma previsão negativa do futuro: dificilmente as empresas que não participam de uma “panela velha” terão êxito em licitações de obras públicas do Estado. “Não existe condição de igualdade na concorrência e basta pegar os contratos dos últimos exercícios e comparar”, denuncia.

 

Exclusiva!

Para concluir o assunto “presidência da Cehop”, este colunista externa uma informação que chega do empresariado: um secretário de Estado, já confirmado pelo governador, e um empresário conhecido do ramo estão “bancando” a continuidade de Caetano Quaranta, a frente do órgão. Mas a decisão final é do governador, ou não?

 

CRÍTICAS E SUGESTÕES

habacuquevillacorte@gmail.com e habacuquevillacorte@hotmail.com

 




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