POLÍTICA

02/01/2019 as 07:11

Governador toma posse em cerimônia na Assembleia Legislativa

Governador e vice, Eliane Aquino, foram empossados nesta terça-feira, dia 1°

Foto: (Marcos Rodrigues/ASN).<?php echo $paginatitulo ?>

Após atuar por quatro vezes como deputado estadual, secretário de Estado de Educação, da Casa Civil e vice-governador por dois mandatos, Belivaldo Chagas, ao lado de Eliane Aquino, governará o estado de Sergipe pelos próximos quatro anos. A solenidade de posse aconteceu nesta terça-feira (1º), na Assembleia Legislativa, com a presença de autoridades políticas e representantes dos poderes judiciários.

Em seu discurso, o gestor do executivo estadual reforçou a importância de ter Eliane como sua vice-governadora; pontuou a crise econômica enfrentada pelo País e pelo estado, as dificuldades financeiras da administração estadual, o objetivo trabalhar para manter a Fafen em funcionamento e a transparência da gestão iniciada nesta terça.

“Sinto uma imensa confiança em Sergipe. Confiança na capacidade que teremos de transformar as agruras do presente num futuro promissor. Essa confiança é igualmente partilhada pela mulher que me deu a honra de vir compor como vice, a chapa que pleitearia o governo. A Eliane, o destino reservou o papel de colher aqueles sorrisos dos sergipanos que Marcelo Déda dizia que eram a suprema motivação para o seu sacrifício”, iniciou.

A vice-governadora Eliane Aquino agradeceu a confiança dos sergipanos e reiterou o compromisso com o crescimento do estado. “Espero que nós tenhamos tudo que a nossa população precisa. Eu espero que nós tenhamos a capacidade, que nós tenhamos a sensibilidade, a humildade de realmente fazer uma gestão que seja para todos. Somos governador e vice-governadora de praticamente dois milhões de sergipanos e sergipanas. E pensando assim, eu só tenho que agradecer, agradecer por estarmos aqui, agradecer por nossa história, agradecer por tudo que nós construímos até hoje. Daqui pra frente, é seguir e fazer cada vez mais o estado de Sergipe um lugar melhor pra se viver”.

Em meio aos desafios que o Estado vem enfrentando nos últimos anos, o governador Belivaldo Chagas falou sobre cortes de gastos, captação de recursos e previsão do déficit orçamentário e da previdência. Diante do cenário de queda de arrecadação e de repasses, Belivaldo afirmou que 2019 será de dificuldades.

“Para este ano de 2019, a assustadora previsão do déficit é da ordem dos R$ 500 milhões. Isso significa que teremos de sair em busca de recursos extraordinários e cortar despesas, tendo, ao mesmo tempo, a urgência de assegurar investimentos que contribuam para amenizar a elevada taxa de desemprego. Isso é grave e nos obriga a apertar ainda mais o cinto, principalmente, para honrar a folha de pagamento. Não podemos decepcionar os servidores e a população, os serviços precisam ser prestados com qualidade. Teremos um ano extremamente difícil sob pena de comprometer, se não agirmos com pulso forte, o restante da administração”, declarou.

Sobre medidas econômicas, o governador empossado lembrou a reforma administrativa já iniciada. Em sua primeira fase, foram extintas cinco secretarias de Estado e houve redução de 900 cargos de comissão. No decorrer da administração, as empresas e autarquias também passarão por reduções, além da revisão de contratos que será realizada.

“O grande problema é a previdência. Temos um déficit de R$ 50 milhões por mês e buscaremos receitas extraordinárias, como esse empréstimo de R$ 250 milhões, o qual será destinado para a previdência. Se não fizermos isso, podemos comprometer o salário de março”.

Essa preocupação com o cenário econômico do estado fez com que Belivaldo  reafirmasse o compromisso com a manutenção da Fafen e buscasse alternativas para aumentar a receita, a exemplo da venda de ações do Banese e da Deso. “Minha preocupação se volta também para os trabalhadores da Fafen, e os que vivem em torno das atividades daquela fábrica, ameaçados pela insensatez que dominava o governo federal que terminou, e ao qual, infelizmente, nada temos a agradecer. Vamos trabalhar com a possibilidade de colocar ações do Banese e da Deso no mercado. É importante que se diga que não é privatização. Também vamos vender imóveis e estudar a venda das terras do platô de Neópolis. Teremos que ter pulso forte e criatividade porque 2019 não será um ano fácil. Não vamos ceder a qualquer tipo de pressão. Nossa expectativa é que trabalhemos junto ao governo federal. Nosso primeiro pedido será a manutenção da Fafen, extremamente importante para a economia de Sergipe”.




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