POLÍTICA

04/01/2019 as 03:43

Aliados “empurram” JB para o ostracismo; em 2018 ele era o governador!

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Política
Por Habacuque Villacorte
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Com todo respeito aos agentes atuais, o momento político de Sergipe é de uma profunda transformação. Alguns importantes membros da histórica recente estão sem mandatos, como é o caso do ex-governador Albano Franco e do ex-deputado José Carlos Machado; derrotado nas urnas em outubro, o senador Valadares (PSB) parece encarar com naturalidade a “aposentadoria” que se aproxima no final deste mês; a esquerda perdeu duas referências como Marcelo Déda e José Eduardo Dutra (in memoriam); o ex-governador João Alves Filho (DEM), já não possui mais saúde para liderar...

 

Ao longo das duas últimas décadas alguns nomes também despontaram como Ismael Silva, Gama, João Fontes, Almeida Lima, Mendonça Prado, Heleno Silva, Anderson Góis, mas, pelo visto, não demonstram muita disposição para disputarem mandatos eletivos. O estilo “comedido” do senador Eduardo Amorim (PSDB) lhe distancia cada vez mais da política, seu irmão (Edivan Amorim) não gosta nem de tratar do assunto, e o prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira (PCdoB), pode até chegar ao posto mais alto, mas é aquele político que não tem o perfil de comandante de um agrupamento...

 

Nomes mais recentes como Valadares Filho (PSB), Rogério Carvalho (PT), Fábio Henrique (PDT), André Moura (PSC), Milton Andrade (PMN), Fábio Mitidieri (PSD) e Emerson Ferreira (PPS) ainda podem surpreender no futuro; Alessandro Vieira (PPS) é uma incógnita, como também a vice-governadora Eliane Aquino (PT); já o governador Belivaldo Chagas (PSD) ganhou “protagonismo” em meados de 2018, após muitos anos politizando, seja como deputado estadual, seja como secretário de Estado ou até como um vice bastante discreto. Parece ter chegado ao “ápice” de sua trajetória...

 

Um nome que tem história, do ponto de vista social, é a senadora Maria do Carmo (DEM), que também tem se comportado com bastante discrição. Parece contar os anos para encerrar sua carreira política. Mas em meio a tantas transformações no mundo político sergipano, um “velho” nome parece esquecido, apesar de ter vivido “na crista da onda”, até meados do ano passado: o ex-governador Jackson Barreto (MDB). Foi vereador e prefeito de Aracaju, foi deputado estadual e federal, vice-governador e comandou o Estado. Faltou-lhe o Senado, mas sua liderança é incontestável...

 

Quase toda a classe política já teve algum atrito com Jackson Barreto. A maioria dos litados acima horas esteve no mesmo palanque, horas travaram as mais acirradas campanhas, com provocações e denúncias “apimentadas” de ambos os lados. Alguns adoravam um embate público com JB; outros achavam que sempre era desnecessário. Mas todos sempre admiravam e respeitavam sua aceitação junto às camadas mais pobres, a identificação que mantinha com a periferia. Ia além do aperto de mão ou do aceno distante; entrava cozinha adentro, sentava à mesa e conversava com o povo...

 

É janeiro de 2019. Há menos de um ano, JB era o governador dos sergipanos. A maior autoridade política do Estado. Hoje, sem mandato, derrotado nas urnas três meses atrás, parece esquecido pela maioria dos aliados, gente que ajudou a levantar (e a sustentar) por todos esses anos. Saiu “queimado” com uma parcela do eleitorado, mas ainda é carismático. Vive o mais duro “golpe” da política: o ostracismo e a ingratidão. Hoje não decide mais nada, não lhe convidam e nem lhe consultam. Antes precisava de um navio para atravessar o rio Sergipe. Agora faz a travessia com uma simples canoa...

 

Veja essa!

Durante a solenidade de posse do governador Belivaldo Chagas, reeleito em outubro, o ex-governador Jackson Barreto acompanhava a sessão solene do plenário e, mesmo assim, sequer foi chamado para compor a Mesa.

 

E essa!

Desde antes da solenidade, JB tinha a atenção do deputado federal reeleito Fábio Reis (MDB), que, por ironia do destino, teve que deixa-lo porque foi para a Mesa, como autoridade convidada. Já o ex-governador...

 

E se não saísse?

Não custa lembrar que, até meados de 2018, havia uma profunda dúvida sobre a renúncia ou não de Jackson Barreto para disputar o Senado Federal. Como perguntar não ofende nunca, se ele tivesse permanecido no cargo até o final, qual seria a conjuntura política? Será que afetaria o resultado da eleição?

 

JB e João Alves

O “ostracismo” pelo qual vive Jackson na atualidade é parecido com o que viveu o ex-governador João Alves, sempre quando estava longe do Poder. Depois que deixou a PMA, mais recentemente, a memória lhe falhou. Talvez para não viver a decepção de ver alguns de seus liderados defendendo aqueles que ele sempre combateu...

 

Será o fim, JB?

Apesar de ter pedido, publicamente, que os sergipanos não votassem nele caso disputasse a eleição de 2018, JB teve mais de 200 mil votos para o Senado. Será que ele está realmente fora da política? Pode disputar a PMA em 2020? Ou uma cadeira na CMA? Só o tempo...

 

Aliado mais fiel

Justiça seja feita, por onde anda, em qualquer lugar que se manifeste, o deputado estadual Luciano Bispo (MDB) demonstra sua gratidão por JB. Reconhece que por indicação dele (Jackson) e apoio dos demais parlamentares, passou quatro anos a frente do Poder Legislativo.

 

Consolação

Setores do governo anunciam que Belivaldo pretende “contemplar” Jackson com um espaço na gestão: a Seinfra e a Ação Social são duas Pastas que podem servir de acomodação, mas nada definido ainda...

 

Bomba!

Este colunista chegou a conclusão que setores do próprio governo trabalham, nos bastidores, e até junto à imprensa, para afastar o secretário Valmor Barbosa da gestão. O “fogo amigo” é constante e, pelo visto, busca-se uma “desculpa” para não manter o auxiliar. Valmor teve muito prestígio com Déda (in memoriam) e JB...

 

Exclusiva!

Depois de indicar as secretarias mais importantes do governo, agora parece que Belivaldo Chagas também quer afastar as indicações políticas dos órgãos. Um nome “técnico” e velho conhecido da Companhia está para ser anunciado...

 

Ausências sentidas

Durante a solenidade de posse de Belivaldo e Eliane Aquino alguns políticos conhecidos e da base aliada do governo não compareceram para prestigiar. O público lotou as galerias, mas foi bem abaixo do esperado. Para algumas pessoas foi o reflexo das exonerações...

 

Empréstimo aprovado

Os deputados estaduais aprovaram projeto de lei que garante a possibilidade de antecipação de royalties ao Estado para pagamento de salários de aposentados e pensionistas. Com isso, o governo poderá antecipar até R$ 400 milhões da receita prevista, mas já adiantou que pretende utilizar cerca de R$ 250 milhões.

 

Antônio dos Santos I

O deputado Antônio dos Santos (PSC) requereu que o governo encontre uma solução mais duradoura para esse impasse da Previdência. O parlamentar lembrou que, até 31 de dezembro de 2022, quase a totalidade da receita com royalties estará comprometida com esse empréstimo. “O dinheiro vai ajudar por alguns meses, agora é preciso que o Executivo encontre soluções até para que os aposentados e pensionistas tenham tranquilidade”.

 

Antônio dos Santos II

“Hoje as pessoas estão temendo se aposentarem. Sou solidário com essas pessoas, sei do empenho do governador, mas são quatro anos de arrecadação com royalties para ajudar a pagar os salários por quatro meses”, completou, pontuando que a situação pode se agravar ainda mais. “Vai chegar um momento, lá na frente, que o Estado não vai conseguir resolver e, quem sabe, o governo federal fica solidário e, com a melhora da economia, ele possa fazer uma transferência suplementar para os Estados em crise”.

 

Solução definitiva

Por fim, o deputado voltou a clamar por uma solução que garanta mais tranquilidade para aposentados e pensionistas. “Essas pessoas já trabalharam muito e agora querem ter o direito sagrado de receberem seus rendimentos, todos os meses, sem atraso e parcelamentos. Devem ser priorizados neste momento que mais precisam e têm seu direito dividido ou postergado”.

 

Georgeo Passos I

O parlamentar votou favorável a matéria, segundo ele, por entender o momento. “É uma responsabilidade muito grande apreciar uma matéria como essa. Durante a legislatura, votei contra alguns empréstimos do Governo. Mas, neste projeto específico, voto pela aprovação para que a gente não cause mais prejuízos para aqueles que já vêm sofrendo há muito tempo”, explicou.

 

Georgeo Passos II

“O ideal era que essa matéria não chegasse a esta Casa. Será um dinheiro que fará falta para a realização de obras e investimentos. Não é uma fórmula nova, uma vez que isso já aconteceu em 2014. Mas vimos que era necessário esse voto de confiança. Esperamos que nos próximos três ou quatro meses a situação seja regularizada”, completou.

 

Zezinho Guimarães I

O projeto do Executivo pode garantir até seis meses de estabilidade para o pagamento dos salários dos aposentados e pensionistas. A avaliação é do deputado governista Zezinho Guimarães (MDB). Segundo ele, ao todo, são quase 33 mil servidores, o que representa uma folha mensal com aposentados e pensionistas da ordem de R$ 170 milhões, aproximadamente.

 

Zezinho Guimarães II

Ele lamentou o fato de o Estado não possuir recursos no tesouro suficientes para honrar este compromisso. Zezinho defende a aprovação da antecipação dos royalties, mas entende que o Executivo precisa encontrar uma solução mais definitiva para o problema. “Estamos falando da liberação de R$ 250 milhões. Se o governo for cauteloso, gastando em torno de R$ 40 a R$ 50 milhões por mês com estes pagamentos, dá para a gente ter uma estabilidade de uns seis meses”, disse.

 

Fundo novo

“A busca deve seguir incansavelmente por alternativas. O fato concreto é que o governo já fez o certo com o fundo novo na legislatura passada com a previdência complementar pelo regime de capitalização”, disse, explicando que o governo instituiu um novo teto para os novos funcionários.

 

Novo teto

Em síntese, aqueles servidores que desejam ganhar mais de R$ 5 mil, devem procurar um fundo privado ou um fundo de capitalização, já institucionalizado pelo governo. “A massa antiga dos aposentados vai aumentar nos próximos anos e a situação tende a ser agravar ainda mais”.

 

Empréstimo quitado

Zezinho pontuou ainda que a antecipação só foi possível porque o Governo do Estado conseguiu quitar o empréstimo tomado em 2014. “Agora em dezembro o governo terminou de pagar, integralmente, aquele empréstimo dos R$ 500 milhões. Por isso esse empréstimo de até R$ 400 milhões está sendo viabilizado”, disse.

 

Melhor taxa

Ele antecipou que o Estado vai procurar o banco que cobrar a menor taxa. “A Sefaz pediu para suprimir os bancos públicos para ter maior flexibilidade para poder negociar com os bancos privados e buscar aquilo que for mais favorável ao tesouro”.

 

Gualberto fora

Antes de encerrar a sessão extraordinária, Gualberto foi para a tribuna para discursar, pela última vez, como líder do governo. Reforçou seu compromisso com o projeto de Belivaldo e Eliane, agradeceu aos colegas e disse que, por razões pessoais, não continuará na liderança. Vai tentar disputar uma cadeira na Mesa Diretora da Alese para o próximo biênio.

 

Caos na Saúde

Graças a incapacidade do prefeito Edvaldo Nogueira de negociar com a classe médica da PMA, as UPAs Nestor Piva e Fernando Franco seguem sem atendimento ao público, fato que sobrecarrega o já combalido Hospital de Urgência de Sergipe (o velho Hospitla João Alves). A superlotação é real no HUSE e no Hospital Regional de Socorro.

 

Contrato emergencial

Para amenizar o problema e tentar controlar a demanda, a Secretaria de Estado da Saúde anuncia a contratação de 15 médicos clínicos-gerais para atuarem nas duas unidades. A SES também estuda dividir os pacientes com os hospitais Cirurgia, em Aracaju, de São Cristóvão e Itabaiana.

 

Caos no Samu

As viaturas do Samu estão sem poder abastecer normalmente. Há algo errado porque algumas unidades, ao chegarem aos postos de abastecimento, o cartão VALE CARD está sem saldo. A coluna obteve a informação que existem casos de cartões retidos nos postos como garantia que o abastecimento feito será pago pelo Estado. Até quando o povo de Sergipe vai sofrer com desmandos da Saúde e a omissão do MPE?

 

Cadê o MPE?

Bastante atuante no combate à corrupção e na arte de pressionar a classe política, o Ministério Público parece fazer “ouvido de mercador” para os problemas que assolam a Saúde pública de Sergipe. Não se vê uma atitude enérgica, mas apenas a contemplação do caos social. Que coisa!

 

Acorda Edvaldo!

Em meio a crise instalada na urgência e emergência dos hospitais, não custa lembrar à Prefeitura de Aracaju paga médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e condutores para trabalharem prestando serviços ao SAMU. Só com esses profissionais a FHS não gasta um centavo, por que a PMA não os coloca na Rede? A Prefeitura precisa ou não desses trabalhadores cedidos à FHS?

 

Contrato polêmico

Não custa chamar a atenção dos órgãos fiscalizadores para um contrato celebrado pela chefe do setor (ex-comissionada da Saúde Estadual). Fala-se em muitas “peripécias” porque o empresário é um “velho conhecido” do Poder Judiciário (já condenado) do Estado. Não se tem dinheiro para pagar os médicos, mas parece “sobrar” para algumas coisas...

 

André Moura

Nesta sexta-feira (4), o deputado federal André Moura (PSC) estará em Umbaúba, cidade da região sul de Sergipe, para entregar, junto com o prefeito Humberto Maravilha e a vice-prefeita Guadalupe Oliveira, a praça Gil Soares, a última das quatro praças indicadas por André através de emenda parlamentar no valor de R$ 388.775,57 oriundo do Ministério do Turismo.

 

A Praça

Por ficar em frente da Igreja Matriz, a reforma da praça Gil Soares era um pedido antigo da população. Às praças Santos, Anfilófio Fernandes Viana [conhecida como praça do Cuscuz] foram entregues depois de reformadas em maio de 2018, e a praça de eventos do município, por ser construção mais recente, passou apenas por revitalização.

 

TCE I

Em Sergipe, cerca de 300 obras paralisadas geram um prejuízo ao erário de mais de R$440 milhões. Tal realidade consta em estudo feito no decorrer deste ano pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE/SE), com a perspectiva de traçar um diagnóstico dessa realidade no âmbito local, em busca de soluções para cada caso. 

 

TCE II

O tema é nacional e motivou reunião promovida pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, no último mês de outubro, com representantes das Corte de Contas de todo o país. Entre os presentes esteve o conselheiro Ulices Andrade, presidente do TCE/SE.

 

Ulices Andrade

“O ministro provocou a reunião para tratar basicamente deste tema das obras paralisadas e buscamos fazer nossa parte. Já temos um diagnóstico que iremos remeter para o STF, que irá elaborar um relatório nacional reunindo informações de todos os estados", destacou Ulices Andrade.

 

Relatório

Ainda conforme o presidente do TCE, o relatório também será repassado aos conselheiros para que adotem as medidas que avaliarem como mais adequadas para contornar a situação no âmbito das áreas de controle e inspeção sob suas responsabilidades.

 

Obras paralisadas

Elaborado pela Diretoria de Controle Externo de Obras e Serviços (Dceos), por meio da Coordenadoria de Engenharia, o relatório cita como fatores que levam às paralisações a falta de pagamento por interrupção do repasse dos recursos dos convênios e contrapartidas, além da morosidade e abandono por parte das empresas contratadas.

 

Visitas in loco

Após propositura do Ministério Público de Contas (MPC), a equipe de engenheiros do TCE chegou a visitar 75 dessas obras mais recentemente, selecionadas a partir de critérios como relevância, volume de recursos e cunho social. A constatação foi de que 52 delas continuam paralisadas, enquanto 11 voltaram a estar em andamento e outras 12 estão concluídas.

 

Trabalho abrangente

Chamou atenção da equipe o caso de obras que chegaram a estar 95% concluídas, mas devido à paralisação, somada ao vandalismo, atualmente estão completamente destruídas. “Foi um trabalho muito abrangente da Dceos na busca por um diagnóstico dessa situação e vendo o andamento, as causas das paralisações. Esse trabalho certamente terá bons resultados no sentido de verificar as providências que o TCE pode tomar para que essas obras sejam finalizadas, que é o que a sociedade espera", destacou o procurador-geral do MPC, João Augusto Bandeira de Mello.​

 

CRÍTICAS E SUGESTÕES

habacuquevillacorte@gmail.com e habacuquevillacorte@hotmail.com




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