POLÍTICA

01/02/2019 as 17:18

'Nunca pedi foro ao Supremo’, diz Flávio Bolsonaro sobre investigações do Coaf

O filho do presidente Jair Bolsonaro tinha pedido ao STF para que o MP do Rio interrompesse as investigações, porém o ministro Marco Aurélio negou

Foto: (Agência Brasil/Reprodução).<?php echo $paginatitulo ?>

O senador Flávio Bolsonaro (PSL) comentou na tarde desta sexta-feira (1), a decisão do Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello em manter o Ministério Público do Rio de Janeiro nas investigações sobre as movimentações financeiras identificadas como "atípicas" pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Segundo o filho do presidente Jair Bolsonaro, ele não foi ao Supremo para pedir foro privilegiado.

"Nunca fui pedir foro privilegiado no Supremo. A decisão do ministro Marco Aurélio foi o que pedimos na reclamação. Cabe ao STF definir caso a caso qual é o foro competente, se ele decidiu que é o Rio de Janeiro, então é lá que iremos prestar esclarecimentos", afirmou.

Questionado se iria comparecer para prestar depoimento ao Ministério Público carioca, Flávio Bolsonaro afirmou que irá aguardar a tramitação do processo. A promotoria já havia convidado o político para prestar esclarecimentos, porém ele não compareceu.

"Agora vou aguardar a tramitação do processo e onde tiver que ir eu irei. Não tenho problemas em esclarecer os fatos"

O caso
O Coaf identificou transações bancárias suspeitas nas contas de Flávio e de seu ex-motorista Fabrício Queiroz. No caso do filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL), em um mês, foram feitos 48 depósitos em dinheiro, no total de R$ 96 mil, de acordo com o Coaf. Já no caso de Queiroz, o que levantou dúvida foi uma movimentação de R$ 1,2 milhão. Nove funcionários do gabinete de Flávio teriam transferido dinheiro a Queiroz em datas de pagamento de salário.

A investigação do MP-RJ faz parte da Operação Furna da Onça, um desdobramento da Operação Lava Jato no Rio que já foi responsável pela prisão de dez deputados estaduais da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro).


 

 

 

 

Com informações de Wesley Oliveira, Destak Jornal.




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