25/06/2019 as 08:33

“Anular minha condenação não invalidaria as decisões da Lava Jato”, diz Lula

Para Lula, uma eventual anulação de seu julgamento não teria a mesma implicação para "todas as decisões da Lava Jato"

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Por Ewerton Júnior
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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou uma carta ao ex-chanceler Celso Amorim na qual defende a anulação de sua condenação no caso do triplex do Guarujá (SP) por uma suposta parcialidade do ex-juiz e agora ministro da Justiça Sergio Moro. Para Lula, uma eventual anulação de seu julgamento não teria a mesma implicação para "todas as decisões da Lava Jato".  O ex-presidente também disse que há "muita gente poderosa, no Brasil e até de outros países" com interesse em impedir adiar o julgamento de suspeição pedido por sua defesa ao Supremo Tribunal Federal (STF). O envio e a divulgação da carta acontecem no mesmo dia em que o STF decidiu adiar o julgamento da suspeição de Moro. O julgamento foi colocado em último lugar da pauta de 12 itens a serem apreciados pela Segunda Turma da Corte, uma decisão da ministra Cármen Lúcia. Na sequência, o ministro Gilmar Mendes decidiu não devolver o caso para julgamento. As ações dos ministros devem levar o julgamento para depois do recesso do Judiciário, depois de agosto.

O ex-presidente utilizou a maior parte da carta para argumentar que Moro, a quem chamou de seu "inimigo político", "estava decidido" a condená-lo "antes mesmo de receber as denúncias dos procuradores", mencionando então vários episódios que, segundo Lula, evidenciariam uma atitude parcial do ex-juiz. Lula cita a divulgação dos grampos telefônicos quando a ex-presidente Dilma Rousseff decidiu nomear o petista como ministro da Casa Civil e também a vez em que Moro interrompeu suas férias para acionar um desembargador que anulou uma decisão que dava liberdade a Lula. "Alguns dizem que ao anular meu processo estarão anulando todas as decisões da Lava Jato, o que é uma grande mentira, pois na Justiça cada caso é um caso. Também tentam confundir, dizendo que meu caso só poderia ser julgado depois de uma investigação sobre as mensagens entre Moro e os procuradores que estão sendo reveladas nos últimos dias. Acontece que nós entramos com a ação em novembro do ano passado, muito antes dos jornalistas do Intercept divulgarem essas notícias. Já apresentamos provas suficientes de que o juiz é suspeito e não foi imparcial", escreveu o ex-presidente.

CÂMARA TUR

A Folha de São Paulo publicou matéria  sobre viagens de parlamentares, pagas pela Câmara dos Deputados, para destinos turísticos. Para o jornal, o Parlamento estaria bancando, com tudo pago pelo contribuinte, a “Câmara Tur”. O deputado federal sergipano Fábio Mitidieri aparece entre os nomes citados pelo jornal, confira:  Fábio Mitidieri (PSD-SE), por exemplo, escreveu que nos seus oito dias de viagem acompanhou reuniões na ONU em três —nos dois primeiros, teriam sido discutidas a pirataria na Somália e questões da Bósnia e Líbia. O tema do terceiro ficou incerto.“A programação da ONU terminou no dia 9 de novembro com a reunião sobre”, escreveu, sem completar a frase. “Vai mais para observar, mesmo. É uma experiência diferenciada, achei que foi muito importante”, disse à Folha, atribuindo o erro do relatório à assessoria. Ele levou a mulher na viagem e disse que pagou todos os custos dela.

TROCA TROCA I

Os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), articulam a substituição do decreto de armas, assinado pelo presidente Jair Bolsonaro, por um projeto de lei. Pelo acordo costurado com lideranças partidárias, a proposta deve ser apresentada até a próxima quarta-feira (26) pelo senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE). A alternativa é uma forma encontrada para preservar parte da norma que facilita o porte e a posse de armas de fogo no país diante da aprovação do projeto que derrubou o decreto no Senado e da perspectiva de que o mesmo caminho seja seguido pela Câmara. “Depois da decisão do Senado de derrubar o decreto de armas, esse deve ser o caminho da Câmara. Mas entendemos que existem alguns pontos do decreto que são constitucionais e que precisam ser tratados por lei”, afirmou Maia, citando como exemplo a posse de armas de fogo por proprietários rurais, caçadores, atiradores esportivos e colecionadores. “São temas que têm um certo consenso para a gente poder avançar”, acrescentou.

TROCA TROCA II

Escolhido para ser o autor do projeto, o senador Alessandro Vieira votou pela derrubada do decreto não por se opor ao mérito mas por considerar que o instrumento utilizado pelo presidente no caso era inconstitucional. “O decreto misturava algumas situações e não era o instrumento adequado. Foi rejeitado pelo Senado por uma questão de formalidade, porque isso deveria ter sido feito através de lei”, afirmou. O senador explicou que questões como a ampliação do porte de armas para determinadas categorias profissionais devem ser feitas por lei e não por decreto, como tentou Bolsonaro. “O decreto tinha problemas formais e fazia coisas que não poderiam ser feitas”, disse o sergipano, que é delegado da Polícia Civil.

LISTA SUJA

Pouco mais de um ano e meio depois de a reforma Trabalhista ter entrado em vigor, o país vê a cada dia o número de desempregados aumentar. Situação bem diferente do que pregavam os que defendiam e aprovaram essa reforma. O deputado federal João Daniel (PT/SE) lembrou que desde aquela época já denunciava que a reforma Trabalhista não geraria empregos, mas, ao contrário disso, retiraria direitos e poderia colocar o Brasil na lista de países que desrespeitam as leis trabalhistas. Segundo o parlamentar, foi justamente isso que aconteceu. Hoje, o Brasil tem mais de 13 milhões de desempregados e o país foi incluído na lista suja das leis trabalhistas da Organização Internacional do Trabalho (OIT). “Esse foi o presente que a maioria que agora está a favor da reforma da Previdência defende”, disse João Daniel, em discurso na Câmara esta semana. O deputado defende que a reforma Trabalhista seja revogada.

GOL CONTRA

O prefeito Edvaldo Nogueira afirma que o grande público comprova o sucesso da festa, marcada pela animação e segurança. Nesta segunda-feira, 24, dia de São João, aracajuanos e turistas lotaram o Forró Caju e se divertiram ao som de Amorosa, Mestrinho, Cavaleiros do Forró e Samyra Show. “O Forró Caju é uma festa maravilhosa que celebra a base da nossa cultura, sendo um dos festejos juninos mais importantes do Brasil. É uma alegria poder realizar mais uma edição da festa, que diverte as pessoas, celebra a cultura e gera emprego e renda”, destacou Edvaldo, cujo trabalho, em seu mandato anterior, deu ao Forró Caju a repercussão nacional que o evento possui atualmente. Para o prefeito, enquanto alguns políticos torcem contra o Forró Caju, a gestão municipal “faz gol” ao realizar mais uma edição de qualidade do evento e cuidar bem da cidade. “O sucesso de público do Forró Caju é a melhor resposta para aqueles políticos que torcem contra, que não querem ver a cidade crescer e se desenvolver. Mas enquanto isso, a nossa gestão faz gol, gol com uma festa linda, organizada e segura; gol ao cuidar bem da cidade; gol ao realizar obras e melhorar a vida das pessoas. O Forró Caju é a celebração do trabalho que realizamos em Aracaju”, disse. 

REELEIÇÃO

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) sinalizou sua candidatura à reeleição em discurso de improviso. "Meu muito obrigado a quem votou e a quem não votou em mim também. Lá na frente todos votarão, tenho certeza disso", disse o presidente, em discurso no qual estava cercado por moradores. Em entrevista à revista Veja, publicada no final de maio, o presidente já havia admitido disputar mais um mandato em 2022. A condição para isso não ocorrer seria a aprovação de uma ampla reforma política, o que não está no horizonte do Congresso. "Se a gente fizer uma boa reforma política eu topo ir para o sacrifício e não disputar a reeleição. Porque um dos grandes problemas do Brasil na política é a reeleição. O cara chega ao final do primeiro mandato dele, ou ele quer continuar no poder, que lhe deu fama e prestígio, ou ele quer continuar porque se o outro, o adversário, assumir vai levantar os esqueletos que ele tem no armário. Existe isso no Brasil."

 

 

 

 

 




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