SAÚDE

24/05/2018 as 09:58

Quanto maior é o acesso à publicidade, maiores são as chances de obesidade

Estudo inglês destaca a influência das propagandas de junk food na prevalência de obesidade entre adolescentes de 11 a 19 anos

Foto: (Ye Aung Thu).<?php echo $paginatitulo ?>

Estudo do Centro de Câncer do Reino Unido apresentado, ontem, no Congresso Europeu de Obesidade, em Viena, destacou a influência das propagandas de junk food na prevalência de obesidade entre adolescentes de 11 a 19 anos. Segundo os autores, essa é a primeira pesquisa a investigar a exposição a anúncios on-line e na TV e a escolha por uma dieta não saudável. “A mensagem aqui é: o marketing da junk food está associado à obesidade em jovens de todas as idades, e sabemos que a obesidade está relacionada com pelo menos 13 tipos de câncer”, disse Jyotsna Vohra, presidente do Centro de Pesquisa em Política sobre Câncer, que liderou o estudo.

No Reino Unido, onde o trabalho foi conduzido, um quinto das crianças de 10 a 11 anos está com obesidade, enquanto um em cada quatro adultos encaixam-se nessa categoria de peso. Crianças com o problema têm cerca de cinco vezes mais risco de se tornar obesas quando mais velhas. No Brasil, um estudo publicado na revista The Lancet mostrou que 9,4% dos meninos e 12,7% das meninas entre 5 e 19 anos estão com obesidade — índices que, na década de 1970, eram, respectivamente 0,9% e 1%.

Embora as causas da obesidade sejam complexas, pesquisas anteriores encontraram associação entre o aumento da quantidade de anúncios sobre comida e taxas de sobrepeso/obesidade infantil. Agora, o Centro de Pesquisa de Câncer do Reino Unido investigou como o marketing da chamada junk food — comida gordurosa e com baixo valor nutricional, como refrigerantes, sanduíches de redes de fast food, doces, biscoitos recheados entre outros — aumenta o risco de os adolescentes se tornarem obesos.

Tevê

Os pesquisadores começaram conduzindo um estudo qualitativo para explorar as percepções dos jovens sobre o marketing da junk food e os mecanismos que os levam a fazer as escolhas dietéticas. Em seguida, os especialistas fizeram um estudo nacional com 3.348 pessoas de 11 a 19 anos, que investigou os hábitos alimentares, o tempo de exposição à tevê e à propaganda on-line, o tipo de anúncio de junkie food que elas assistiam, assim como as reações que essas publicidades provocavam. Em média, os participantes assistiam à tevê 21 horas por semana, sendo metade desse tempo por meio de plataformas de streaming. Os jovens com obesidade ficavam 26 horas expostos à televisão, o equivalente a uma semana extra de anúncios de comida.

O estudo mostrou que os jovens comem quase 30 itens de junk food por semana (equivalente a 40% a 50% do total de calorias recomendadas para a faixa etária), mas apenas 16 porções de frutas ou vegetais. De forma geral, os resultados indicaram que, quanto maior a exposição a propagandas desse tipo de comida, maior o consumo de produtos alimentícios engordativos e pouco nutritivos. Mais de 40% dos participantes falaram que se sentiam pressionados para ingerir produtos não saudáveis.


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Com informações de Correio Braziliense.




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