SAÚDE

08/06/2018 as 09:34

Um em cada cinco homens que fazem sexo com outros homens tem HIV, diz pesquisa

Estudo feito em 12 cidades mostrou que em São Paulo o índice da infecção pelo vírus foi o mais alto;

Foto: (Shutterstock/Reprodução).<?php echo $paginatitulo ?>

Uma pesquisa realizada em 12 cidades brasileiras mostrou que um em cada cinco homens que fazem sexo com homens - conhecidos pela sigla “HSH”, pois contemplam também homens que não se identificam como gays mas mantêm relações sexuais com homens - tem HIV. As informações são da Universidade Federal do Ceará.

 
 

As cidades onde o índice de HIV foi analisado foram Manaus, Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Campo Grande, Brasília, Belo Horizonte, São Paulo, Curitiba, Rio de Janeiro e Porto Alegre. Entre elas, São Paulo teve a maior taxa de prevalência, com 24,8%, e Brasília a menor: 5,8%.

O estudo, financiado pelo Ministério da Saúde, foi realizado em 2016, com 4.176 homens. Desses, 3.958 aceitaram fazer o teste de HIV, o que revelou que 17,5% tiveram resultado positivo para o vírus. Alguns participantes se declararam soropositivos antes do teste, o que gerou um total de 18,4% de homens com a infecção.

Aumento dos casos

Segundo a pesquisa, 83% dos entrevistados se declarou solteiro e 58% tinha menos de 25 anos. O levantamento apontou que nos últimos 10 anos, foi possível perceber que um aumento de novos casos de Aids notificados entre os homens, especialmente aqueles com 15 a 19, 20 a 24 e 60 anos de idade e mais.

De 2006 a 2015, a taxa entre jovens de 15 a 19 anos mais do que triplicou (2,4 a 6,7 ​​casos / 100.000 habitantes) e entre os de 20 a para 24, dobrou (15,9 a 33,1 casos / 100.000). No mesmo período de 10 anos, os casos de Aids entre HSH aumentaram de 35,3% para 46,2% em comparação com todas as categorias de casos de Aids relatados entre os homens.

PrEP

No início deste ano, o sistema público de saúde de alguns estados começou a oferecer gratuitamente um medicamento que previne a infecção pelo HIV, vírus que é o causador da Aids. 

Para garantir a proteção contra o HIV , o uso do antirretroviral deve ser contínuo. Para receber do Serviço Único de Saúde (SUS) a Profilaxia Pré-Exposição, ou PrEP , como é conhecido esse tipo de tratamento, o indivíduo deve ser soronegativo, ou seja, não viver com o vírus, e fazer parte do grupo de vulnerabilidade, que inclui homens que fazem sexo com homens, profissionais do sexo, transexuais e casais sorodiferentes - quando apenas um deles possui o vírus.

O Brasil é o primeiro país da América Latina a contar com essa profilaxia – recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) desde 2012 - entre as alternativas de prevenção ao HIV em seu sistema público de saúde. 

Atualmente, a tecnologia é comercializada na rede privada dos Estados Unidos, da Bélgica, da Escócia, do Peru e do Canadá. O fármaco usado no tratamento também já estava disponível no Brasil, e custa aproximadamente R$ 290 uma caixa que dura um mês. Sendo assim, o Brasil acaba de entrar no ranking dos poucos países que disponibiliza a PrEP na rede pública de saúde, junto da França e da África do Sul.

A PrEP faz parte de uma nova abordagem para resposta ao HIV. Trata-se de um cardápio de tecnologias de prevenção ao HIV/Aids, que inclui o tradicional preservativo, mas também a testagem, tratamento, imunização, diagnóstico, redução de danos, prevenção à transmissão vertical e a Profilaxia Pós-Exposição, que dão à pessoa e ao profissional de saúde a possibilidade escolher uma metodologia ou combinar várias que se adaptem às necessidades e ao momento de vida do usuário.


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Com informações de IG.




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