13/06/2018 as 09:32

Eliane Aquino ainda não disse pra que veio

Por Alex Nascimento Sem Aspas

Sem Aspas

Politica
Por Alex Nascimento
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A história da vice-prefeita de Aracaju, Eliane Aquino, em Sergipe, inicia-se pelo coração. A maneira altiva com que enfrentou os problemas de saúde e sofrimento vividos por seu companheiro e ex-governador do estado, Marcelo Déda, asseguraram-na simpatia e respeito para além de siglas partidárias. Ao mesmo tempo, Eliane soube se fazer querida por entre lideranças de peso da política estadual.

Dentro das hostes do PT, Aquino já sofreu normais cotoveladas e houve quem dela quisesse dizer certo “oportunismo peronista”, o que não encontrou eco em seus movimentos. Em termos de voto, não se pode dizer qual seja de fato seu peso político, como não se pode dela dizer lá muita coisa em matéria administrativa, já que não deixou, digamos, “uma marca” nem mesmo quando exerceu cargo de secretária de estado.

Nos corredores do poder há, claro, quem não diga dela apenas elogios e afirme que, apesar de sua discrição e elegância, seja também feita de certa “empáfia clássica” de quem ocupa o poder. De certo mesmo um fato: ela é novamente a “vice dos sonhos”, e dessa vez dos sonhos do governador Belivaldo Chagas, com as bênçãos do ex-governador Jackson Barreto e de quase todas as lideranças governistas do estado. Pesquisas revelam que seu nome agrega na disputa eleitoral. Mas, afinal, o que o nome de Eliane passou a representar para a política sergipana? De que simbolismo seu nome se reveste? Que tipo de espólio herdou do ex-governador Marcelo Déda? Que possíveis ambições políticas alimenta?

São perguntas difíceis de resposta, pelo menos por enquanto. E isso porque como diz um vereador ligado ao prefeito, falta a Eliane Aquino ainda “dizer de fato pra que veio” -  politicamente falando, claro. Seu nome tem peso simbólico no imaginário de uma parte do eleitorado sergipano. Em 2018, talvez ela finalmente ajude a compreender de que é feita e qual o tamanho desse peso.

Antes do poder, Eliane já sabia do poder

Em Brasília, onde nasceu em 1971, Eliane Aquino trabalhou como repórter fotográfica no Senado e Câmara dos Deputados. Envolvida com a defesa da criança e do adolescente, presidiu a ONG Missão Criança Aracaju e a OSCIP Instituto Recriando, com foco em crianças em situação de vulnerabilidade social. Com a eleição de Marcelo Déda ao governo do Estado, em 2006, Aquino assume a coordenação de um “Gabinete Integrado” que teve por objetivo articular ações das Secretarias de Estado no desenvolvimento de projetos na promoção da inclusão social. Fez um bom trabalho. Apenas isso!

Aquino não é um poste

Diferentemente de uma parte não pequena de mulheres que quase sempre entra para a política à convite dos partidos apenas para preencher a cota estabelecida pela Justiça Eleitoral, que é de 30% de candidatas em cada coligação, e também muito diferentemente de outra parte que entra para a política levada por seus conjugues ou familiares, ou ainda movidas pelo mesmo sentimento de oportunismo que a maioria dos políticos – que gênero não define ética.

Fábio Henrique e o projeto oligárquico I

Fábio Henrique há mais de um década usufrui do poder conquistado pelo grupo hoje liderado por Belivaldo Chagas. Setores da imprensa dizem de uma sua suposta resistência ao nome de Eliane Aquino para vice-governadora, já que “pleiteia” tal indicação. Alguns aliados do governador dizem que ele não tem esse cacife todo e que, em Sergipe, o seu PDT nem de longe é o PDT que fez história no Brasil. “Fábio Henrique é um caso curioso e destoante da nova realidade política do país. Ele montou um projeto de poder familiar equivocado no tempo. Seu projeto é oligárquico, bem ao estilo de uma velha política que vem sendo repudiada pela sociedade. Em nome desse projeto atrasado de poder pessoal e familiar, Fábio estica e puxa de todos os lados no afã, na verdade, de viabilizar sua vitória ao parlamento nacional, e faz isso sem considerar ninguém, exceto o próprio sangue”, afirma, em off, um pré-candidato à deputado federal da base governista.

Fábio Henrique e o projeto oligárquico II

Fábio e qualquer outro político profissional trabalha com números. E ao ver os números, sabe que sua candidatura ao parlamento não é nada fácil, daí os permanentes diálogos e reuniões que mantém com a oposição. Não há uma única semana em que não se comente o fato dele poder se desvencilhar do grupo ao qual está ligado por tanto tempo. O ex-prefeito de nossa Senhora do Socorro “quer assegurar seu naco de poder, facilitar sua eleição para federal, e continuar a montar seu oligárquico projeto familiar”. Está errado não. No Brasil, política, infelizmente, é isso mesmo...

Deputado Jony Marcos esconde patrimônio

O vereador Carlito Alves (PRB) não tem “medo de ser queimado no inferno”. Em entrevista aos radialistas George Magalhães e Narcizo Machado, no jornal da FAN, Carlito Alves desceu a ripa nos ex-pastores Jony Marcos e Heleno Silva, além de afirmar que são eles, o deputado Jony e o pré-candidato ao senado, Heleno bastante ricos – “mas não investem aqui no estado”. O vereador chamou a dupla de traidora e disse ser Jony proprietário de açougue, casas e fazenda, mas que os bens não se encontram no nome dele, e sim de familiares. É assim que a banda toca?!

 Lula e os 21 livros lidos

Uma prova de que não há mal que não traga um bem é a notícia de que o ex-presidente Lula tenha lido 21 livros em apenas 57 dias. Nas mídias sociais se ouviu de tudo sobre. Muitos afirmaram que Lula não teria escopo intelectual para tanto. Houve até que tenha feito contas e afirmado que seria preciso que ele tivesse lido 55 páginas por dia, e achado isso um absurdo. Jaques Wagner (PT) aproveitou e tirou uma ondinha ao comparar a velocidade do petista com a do juiz revisor do caso do tríplex, Leandro Paulsen, que teve de ler mais de 250 mil páginas em seis dias.

CD inédito de Clemilda será lançado dia 15 de junho

No ano de 2010, a cantora nordestina Clemilda entrou pela última vez em um estúdio de gravação. A Rainha do Forró preparou 14 faixas especiais, até hoje inéditas para o grande público. Oito anos após, e quatro de seu falecimento, que se deu em 2014, a Fundação Aperipê e o Instituto Banese lançam o CD “Clemilda para sempre”. Esse último trabalho da cantora conta com a participação especial de dois gênios da sanfona, os músicos Mestrinho e Dominguinhos. No caso de Dominguinhos, também um de seus últimos registros. O “Clemilda para sempre” é resultado do esforço especial de três apaixonados pela cultura nordestina: Givaldo Ricardo, atual diretor-presidente da Fundação Aperipê, Ezio Déda, diretor-presidente do Museu da Gente Sergipana e de Moisés Teles, que foi produtor da cantora por mais de 15 anos. (Ascon Aperipê).

Com Aspas

I - “Temer fez Sergipe sangrar” – Governador Belivaldo Chagas.

II - “Eu sou um homem de desafios. Escolhi o caminho mais difícil e estou me colocando à disposição do povo de Sergipe” – Valadares Filho, durante lançamento de sua pré-candidatura.

III - “Se Bolsonaro abrir muito a boca e empina pipa de tanto vento que ele tem na cabeça”. Ex-deputado federal João Fontes, durante encontro do Café com Política, organizado pelas jornalistas Magda e Kátia Santana.

 

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