SAÚDE

28/01/2019 as 09:48

Municípios gastaram R$ 403 na saúde de cada habitante em 2017, revela pesquisa

Levantamento do Conselho Federal de Medicina revela que cidades do sul e do sudeste gastam mais, enquanto o nordeste gasta menos; veja os números

Foto: (Mário Bittencourt/UOL).<?php echo $paginatitulo ?>

Um levantamento divulgado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) revelou que que os municípios brasileiros gastaram, em média, R$ 403,37 na saúde de cada habitante durante o ano de 2017. A análise mostra que esse foi o valor aplicado por gestores municipais com recursos próprios em Ações e Serviços Públicos de Saúde declaradas no Sistema de Informações sobre os Orçamentos Públicos em Saúde (Siops).

Segundo os dados, os municípios das regiões Sul e Sudeste foram os que apresentaram maior participação no financiamento do gasto público em saúde – consequência, segundo o CFM, de sua maior capacidade de arrecadação.

De acordo com os números, municípios menores, em termos populacionais, arcam proporcionalmente com uma despesa per capita maior. Em 2017, nas cidades com menos de 5 mil habitantes, as prefeituras gastaram em média R$ 779,21 na saúde de cada cidadão – quase o dobro da média nacional identificada.

Com apenas 839 habitantes, o município de Borá (SP) lidera o ranking de gastos per capita na saúde, com R$ 2.971,92 gastos em 2017. Em segundo lugar aparece Serra da Saudade (MG), cujas despesas em ações e serviços de saúde alcançaram R$ 2.764,19 por pessoa.

Na outra ponta, entre os que tiveram menor desempenho na aplicação de recursos, estão três cidades de médio e grande porte, todas situadas no estado do Pará: Cametá (R$ 67,54), Bragança (R$ 71,21) e Ananindeua (R$ 76,83).

Entre as capitais, Campo Grande assume a primeira posição, com gasto anual de R$ 686,56 por habitante. Em segundo e terceiro lugares estão São Paulo e Teresina, onde a gestão local desembolsou, respectivamente, R$ 656,91 e R$ 590,71 por habitante em 2017.

Já as capitais com menor desempenho são Macapá, com R$ 156,67; Rio Branco, com R$ 214,36; Salvador e Belém, ambas com valores próximos de R$ 245 por pessoa.

Em novembro do ano passado, o Conselho Federal de Medicina revelou que o Brasil gastava 2,94% do Produto Interno Bruto (PIB) com a saúde pública. De acordo com o órgão, o investimento ideal no setor seria de, pelo menos, 10% do PIB.


 

 

 

 

Com informações de IG.




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