SAÚDE

31/01/2019 as 09:09

Governo relança cartilha para transexuais em versão mais "light"

Ministério da Saúde tirou o documento do ar no dia 2 de janeiro após discussão e reintroduziu a peça sem a presença de imagens polêmicas

Foto: (Divulgação ).<?php echo $paginatitulo ?>

O ministério da Saúde relançou, nessa terça-feira (29) a cartilha "Saúde do Homem Trans e Pessoas Transmasculinas", voltadas para a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis em homens transexuais. O documento havia sido tirado do ar no dia 2 de janeiro, um dia após a posse do presidente Jair Bolsonaro e causou polêmica.

Agora, a cartilha foi relançada sem algumas imagens mais gráficas. De acordo com Luiz Henrique Mandetta, titular da pasta da Saúde. o documento antigo continha informações "equivocadas e sem embasamento científico, além de imprecisões técnicas, editoriais".

Uma das partes excluídas do documento foi uma imagem que explicava a técnica conhecida como "pump", uma espécie de seringa invertida que é colocada no clitóris para tentar aumentar a região. A ilustração foi removida e substituida apenas por um explicação técnica da prática, além de avisos sobre perigos de infecções e sobre o fato do pump não ter resultados cientificamente comprovados.

No novo documento também foi retirada a ilustração de como fazer sexo oral com a chamada "barreira de proteção". A técnica envolve cortar o preservativo antes da prática. O Ministério da Saúde afirma que, embora a prática seja comum, não há regras que permitam que a pasta indique o uso alternativo dos preservativos.

A nova versão também contou com conteúdo inédito, como o aumento no capítulo sobre prevenção da hepatite e informações sobre a higienização e a prevenção de infecções sexualmente transmissíveis quando são usadas próteses penianas, chamados de packers.

A primeira cartilha "Saúde do Homem Trans e Pessoas Transmasculinas" teve 23,5 mil exemplares distribuídos à partir de julho de 2018 e foi retirada do ano no dia 2 de janeiro. A decisão causou reclamações de entidades ligadas à prevenção de DSTs e de parte da comunidade LGBT.


 

 

 

 

Com informações de IG.




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