SAÚDE

28/10/2019 as 17:00

Pacientes reclamam de superlotação e demora no atendimento do Huse

Pacientes que buscaram a urgência do Huse reclamaram da superlotação

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Pacientes que buscaram atendimento no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse) durante o final de semana, e nesta segunda-feira, 28, reclamaram da superlotação na unidade de saúde. De acordo com o relato de pacientes e acompanhantes, os corredores da urgência estavam lotados, o que dificultou ainda mais os atendimentos.

A pensionista Maria Reis dos Santos, moradora do Parque dos Faróis em Nossa Senhora do Socorro, chegou ao Huse nesta segunda-feira por volta das 6h. Ela conta que foi medicada, mas os exames que deveriam ser feitos não foram realizados porque não tinham macas e nem cadeiras para que ela pudesse aguardar e fazer os exames. “Eu estou com muita dor e o lado esquerdo do meu corpo está todo dormente, mas vou voltar para casa com dor e sem saber o que tenho porque não tenho condições de ficar em pé esperando um exame que não sei nem se vai ser feito porque já me informaram que não tem maca”, reclama.

O vigilante Marcelo Francisco dos Santos, está na unidade de saúde desde ontem, 27. Ele chegou ao Huse às 19h acompanhando seu irmão que sofreu um acidente de moto. Marcelo conta que mesmo com a face aberta por conta do acidente, seu irmão foi atendido apenas às 23h. “ Ele deveria ter ido de imediato para a cirurgia, mas chegou uma pessoa baleada e precisou passar na frente dele. Ele subiu para o centro cirúrgico uma hora da manhã”, relata.

Marcelo conta ainda que aguardava notícias do estado de saúde do irmão. No balcão, a informação era que a cirurgia tinha sido concluída e que o estado dele era estável. “Me falaram que ele não desceu ainda para a Ala porque estão esperando vagar um leito porque estavam todos ocupados, mas não sabemos de fato como ele está. Toda hora vou perguntar, mas mandam eu aguardar mais um pouquinho. Desde ontem que vejo as ambulâncias chegando e deixando as macas aqui porque não tem maca para quem chega e tem muita gente ai dentro, muita gente mesmo”, informa.

Huse

A assessoria de comunicação do Huse informou, através de nota, que durante o final de semana a Rede Hospitalar sofreu com algumas falhas na escala, mas que a situação já foi normalizada e as cirurgias estão acontecendo normalmente, bem como as vagas de leitos para pacientes que já foram operados. E que eventualmente, quando todas as macas estão ocupadas, os usuários são atendidos nas macas das ambulâncias até que o fluxo seja reorganizado.

A nota diz ainda que o Huse é um hospital porta aberta para atendimento a usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), único hospital no Estado referência em alta complexidade e que conta com um Pronto Socorro que atende ao protocolo com classificação de risco e que muitas vezes acaba ficando superlotado com pacientes de baixa complexidade que não é a sua referência, mas, mesmo assim, não fecha as suas portas para esse tipo de paciente classificado para Unidades Básicas de Saúde ou Pronto Atendimento.

O protocolo de atendimento, segundo a nota, é de acordo com a urgência e não com a hora de chegada, e que ultimamente a Área Azul (específica para esse tipo de atendimento) está extrapolando a sua capacidade de atendimento, por isso, alguns usuários de baixa complexidade que buscam os serviços de urgência reclamam pela demora no atendimento.




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