30/04/2018 as 13:26

O mais bem talhado adversário

Sem Aspas Por Alex Nascimento

Sem Aspas

Politica
Por Alex Nascimento
Polia! Termo de origem francesa (poulie). Serve para transferir força<?php echo $paginatitulo ?>

 

Fazer jornalismo é não praticar nunca, jamais, sob hipótese alguma, a patrulhagem ideológica”. Geneton Moraes Neto, jornalista e escritor.

 

 

Polia! Termo de origem francesa (poulie). É parte de máquinas simples. Serve para transferir força e ajuda mobilizar peso. (Foto)





O mais bem talhado adversário

Dois líderes que se respeitam e que nutrem, ou nutriam, afeto real um pelo outro: assim são o senador Valadares (PSB) e o governador Belivaldo Chagas (PSD).  Nas últimas décadas, o destino político de um esteve ligado ao destino político do outro. Mas quis os deuses que regem as disputas e vaidades humanas - e isto, nesse caso, mais da parte do senador - que entre eles houvesse, recentemente, sérios pontos de discórdia e escolhas que os fizeram chegar em 2018 como adversários.

O senador apadrinhou o início da vida política de Belivaldo. Chagas sempre ajudou a fortalecer a trajetória política do senador. Atualmente, Valadares luta pela ideal transição de poder político familiar: fazer seu filho governador. Já o atual governador quer seu nome firmado em definitivo como macro liderança no estado e, de quebra, dar início a um novo ciclo de poder, o ciclo de poder uma geração que ele representa e que foi iniciado com o ex-governador (in memoriam) Marcelo Déda. Com a saída de Jackson do governo do estado, uma geração se despede do palco central da política.

Nas eleições de 2018, Belivaldo e o mestre conterrâneo, representado pelo deputado federal Valadares Filho, poderão disputar o segundo turno das eleições para o governo do estado. O inteligente Valadares sempre soube defender seus interesses, e os defende em peculiar estilo. Entre os eleitores, por exemplo, apresenta-se leve no trato, suave, com uma imagem consolidada em décadas e mandatos - longe do duríssimo estilo com que atua nos bastidores, e através dos meios de comunicação e mídias sociais, contra seus adversários.

Nas últimas semanas, o senador não poupou o deputado federal André Moura, com quem esteve em 2016 ao receber o apoio dele à eleição de seu filho para à prefeitura de Aracaju. Ao tentar desgastar André, Valadares mira no sonho de ver seu filho governador, que sabe até com o apoio de Amorim. Como em política tudo é possível, e as relações entre Amorim e Moura não anda lá da melhores...

Já com relação à Belivaldo, Antônio Carlos Valadares diz ser o governador um homem sério, um bom rapaz -  mas o fustiga ao afirmar que o problema dele, Belivaldo, é que “não tem voto”. As eleições de 2018 terão certamente lances bem particulares e servirão para tirar a prova do nove. O senador Valadares e o governador Belivaldo Chagas construíram um longa relação que se desfez. Chagas soube ser mais do que um liderado “do interesse” de seu líder: talvez os Valadares venham a enfrentar o mais bem talhado adversário que ajudou a forjar. Coisas da política... Normal, absolutamente normal!



O bom conselho é seguir adiante

O senador Valadares nutriu por meses o discurso de ser o hoje governador de Sergipe um traidor. Valadares, ao romper politicamente com Jackson, sabia ser difícil que Belivaldo o acompanhasse. Passada a “compreensiva” mágoa, o senador já diz de Belivaldo novamente ser ele um homem sério, “um bom rapaz”. Ao assim afirmar, Valadares diz também dele mesmo. É que, reconhecido por sua ética na relação com a chamada coisa pública, homem honrado, ele jamais se prestaria a uma tão longa amizade e aliança com quem não tem polia política. A questão é que, agora, o “rapaz sério” é governador e dispõe de condições para fazer um bom governo, ir para o segundo turno e assim “provar” que tem voto. O bom conselho é seguir adiante...

 

Nega não, meu nego”

Atribui-se ao ex-governador Albano Franco a afirmação de que Sergipe “tem muro baixo”, ou seja, em Sergipe “todo mundo conhece todo mundo”. Talvez venha daí um certo alvoroço de parte da classe política do estado por se dizer o que não é, ou por tentar negar até mesmo o que circula em boca miúda.



André come pilha

É pouco provável que algo venha a ser dito acerca do ex-governador Jackson Barreto, ou sobre o senador Eduardo Amorim, sobre André Moura, Valadares ou mesmo sobre Belivaldo Chagas, por exemplo, que já não seja sabido pela maioria dos sergipanos. O deputado federal André Moura, por exemplo, tem “comido pilha” do “indomável” senador Valadares. Moura, todos sabem, responde a algumas processos, é ele acusado de haver feito estripulias com o dinheiro público quando prefeito de Pirambu, e mesmo depois de haver deixado o cargo. Não se entende o porquê de tanto alvoroço com relação a algumas declarações de Valadares. “Deixa isso pra lá ome”, dizem os aliados de André...



Quem é o líder, caras pálidas?!

Todo e qualquer sergipano minimante bem informado também sabe que Moura foi parcceiro de primeira ordem do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Dele sabe-se de seu pragmatismo político – o que não é nenhum pecado – e que consolida sua pré-candidatura ao senado. Ao botar um bocado de prefeitos e outras lideranças no bolso, e isto com verba federal, André cresceu tanto que “o grupo de Amorim virou o grupo de André”, como disse essa semana a este colunista um aliado do deputado.



Transformar água em voto

E essa história de Fábio Henrique vir a ser candidato à vice-governador em alguma chapa, seja da oposição quer da situação não era mais que um balão de ensaio meio que sem gás. De agora em diante não se fala mais nisso. Henrique e sua esposa, a deputada estadual Sílvia Fontes, estão felizes e sossegados: continuam no bloco governista e vão “comandar politicamente” na Deso.



Pecar no prato que comeu I

E o ex-prefeito de Canindé de São Francisco, pastor Heleno, consegui uma liminar que lhe garante registro de candidatura na Justiça Eleitoral. O projeto político do ex-prefeito é ser candidato ao senado. Ele, no entanto, tem mantido uma postura meio ambígua em relação à permanência ou não no grupo liderado agora por Belivaldo Chagas. O pastor, ao que parece, não teme vir a pecar no prato que comeu...



Pecar no prato que comeu II

Cresce entre os governistas a desconfiança de que o pastor Heleno ande encantado pelos os “olhos azuis de André Moura”. Aliás, comenta-se que não haverá olhos mais belo$ nas eleições de 2018. Bem, o pastor indicou lastro no governo, além do escritório de representação do governo em Brasília. Será pecado não, pastor?!



Cássio Murilo na Funcaju I

O novo presidente da Fundação Cultural Cidade de Aracaju (Funcaju) é o professor Cássio Murilo Costa. Cássio assumiu no lugar de Sílvio Santos, que deixou o cargo por conta do período de desincompatibilização eleitoral. O novo presidente é uma figura querida, apesar da persistência em certos discursos, digamos, ideológicos. “Um intelectual de esquerda com quem vale a pena conversar”, diria um seu contemporâneo de universidade. Murilo é ligado ao ex-deputado federal Márcio Macedo.



Cássio Murilo na Funcaju II

"A escolha de Cássio Murilo atende a vários critérios. O primeiro é a capacidade técnica. Conheço-o desde a Universidade Federal. Tem formação, talento e é uma pessoa muita ligada à área cultural, sendo um profundo conhecedor das questões que envolvem a área, além de já ter experiência administrativa. Ele é um jovem, um intelectual, um negro, o que fortalece a nossa característica de uma prefeitura cada vez mais plural”, disse o prefeito Edvaldo Nogueira. Este colunista fez questão de transcrever porque aplaude a escolha!



O comunista e o líder

E por falar em Edvaldo Nogueira, ele e o deputado federal André Moura continuam “causando”. Este colunista reafirma ver como natural que os dois mantenham a relação que estabeleceram e que essa pode vir mesmo a ficar no plano, digamos, “institucional”. É legítimo que cada político tenha seus interesses, mas é bom sempre lembrar que coerência é cada um “em seu galho”. Há quem afirme que Edvaldo tenha sim uma aliança branca com André. O tempo dirá. O certo é que, por vezes, a relação entre os dois chega mesmo a parecer um “enlace”.



PC do B bem na fita

E o PC do B, que andava meio morno em sua organização, tem se movimentado bem nessas últimas semanas. A sigla vem se reestruturando e o partido até promoveu novas e robustas filiações, o que deu um ânimo maior ao partido, Cresce, entre algumas de suas lideranças, a confiança de que o partido venha a dar um salto em 2018. Professor Bittencourt, e o vereador Isac de Oliveira, além da ex-vereadora Lucimara Passos e recém filiados, como o advogado Márcio Dória prometem bons resultados. Márcio Dória e Lucimara Passos são pré-candidatos à Câmara Federal, os outros dois à Assembleia. Bom pra todos...



Salário de R$4,34 por hora

O trabalhador médio brasileiro precisa de 8 horas e 14 minutos para comprar um pote de 650 gramas de Nutella, enquanto os ingleses conseguem adquirir 750 gramas do mesmo produto com 34 minutos de trabalho. Como no Brasil o salário mínimo atual é de 954 reais por mês, dividindo esse valor por 220 horas (jornada máxima permitida no mês), temos um salário mínimo de 4,34 reais por hora. Lá no Reino Unido, o salário mínimo estabelecido pelo governo inglês é de 7,5 libras (cerca de 34 reais) por hora para trabalhadores a partir de 25 anos. “Melhor não comer Nutella...”



Melhor não comer M&M’s

Para comprar um pacote de M&M’s de 49 gramas no Brasil, por exemplo, é preciso 51 minutos de trabalho. Na Inglaterra, trabalhando 8 minutos é possível comprar um pacote de 140 gramas do mesmo produto.

https://exame.abril.com.br/economia/brasileiro-precisa-trabalhar-8-horas-para-comprar-pote-de-nutella/



Acidente custa caro

Falta de equipamentos de segurança e até exaustão provocam 700 mil acidentes de trabalho por ano em todo o país. O Brasil é a quarta nação do mundo que mais registra acidentes durante atividades laborais. O impacto na economia é superior a 22 bilhões por ano.

https://www.em.com.br/app/noticia/economia/2017/06/05/internas_economia,874113/brasil-tem-700-mil-acidentes-de-trabalho-por-ano.shtml



As rapidinhas do mAlex

  • Fora do pacote Não é novidade que André Moura deixa Amorim fora de muitos “pacotes de negociação” política. Vai azedando o clima...

  • A razão Valadares - Valares jamais aceitaria ser liderado de André. Amorim aceitará?!

  • Não desmentiu Nem Amorim nem André veio a público negar estremecimento de relações. Quem cala consente?!

  • Augusto Bezerra Uma trajetória política inversamente proporcional à trajetória pedagógica. Lamentável!

  • A irritação de Amorim - E acordo político firmado entre André Moura e o ex-prefeito Sukita causa irritação em Amorim.

  • Sukita Geni ?! - Ou é um deprimente personagem, ou um personagem fantástico. Cabe estudo de todo gênero...

  • Elber é leve - Elber Batalha finalmente diante de algo mais. O vereador é um exemplo de cortesão perfeito.

  • Fanfarrões – Os fanfarrões estão por todo canto. É bom ter cuidado com eles...



Com Aspas

  • A política em Sergipe é um deserto de ideias...” Antônio Samarone, em resposta à provocação deste colunista.

  • Política não tem essa história de coitadinho não...” Rogério Carvalho, destilando na direção de Jackson Barreto.

  • Eleição é época de intenso contrabando de ouro, basta ver a movimentação dos santos de pau oco...” Leitor de Sem Aspas.



*Este colunista esteve ausente por conta do nascimento de seu segundo filho, Hélio Benício, no último dia 07.



Correções, contato, sugestões e críticas alex.semaspas@gmail.com

Telefone – (79) 988494713



 




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