SEGURANÇA PÚBLICA

02/12/2019 as 12:40

DHPP não descarta tráfico de droga e magia negra em esquartejamento

Responsável pelas investigações, Mario Leony levanta três hipóteses como motivação do crime

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A Polícia Civil de Sergipe apresentou na manhã desta segunda-feira, 2, detalhes da prisão de um casal, identificado como Jadilson Conceição Santos e Úrsula Tenório Cavalcante de Melo, acusados de matar e esquartejar um homem de nome Luciano de Jesus dos Santos, 36, cujo corpo foi encontrado na manhã do último sábado, 30, no km 51 da BR-101, em São Cristóvão.

Na coletiva de imprensa conduzida pelo delegado Mario Leony do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) foi apresentada a versão de que uma desavença entre os acusados teria sido a motivação para o crime, mas a investigação não descarta o envolvimento do tráfico de drogas e até mesmo de um ritual de magia negra no caso. “A motivação apresentada foi outra, mas, de fato, encontramos a cabeça da vítima em um local identificado como ‘Barracão do Exu’. Junto a ela, encontramos também um caderno de anotações de macumba para matar gente”, informa o delegado.

 

Casal acusado pelo crime.

O fato, porém, é tratado com cautela pelo investigador, que analisa o fato de forma minuciosa para evitar julgamentos prévios às religiões de matizes africanas, “Não descartamos, mas temos responsabilidade com a veiculação desse tipo de informação, pois existem pessoas que se utilizam da ritualística de quaisquer religiões como um álibi para encobrir sua ação criminosa”, destaca Mario Leony, que ressalta ainda a suspeita de envolvimento do tráfico de drogas na morte, “Há informações de envolvimento de ambos com o tráfico de drogas. Não foi encontrada droga na residência, mas isso precisa ser melhor apurado para um aprofundamento da motivação”, conclui.

Para a polícia, não resta dúvidas da participação de Jadilson Conceição como executor da vítima e de que o fato tenha ocorrido na residência de Ursula. Ele teria atraído Luciano de Jesus para a casa, onde teria cometido o crime e, na sequência, ocultado o cadáver com o auxílio da mulher. “Ela alega que o crime não teria condições de ter ocorrido lá, mas acreditamos que ela o faz para se eximir da culpa. Inicialmente, Ursula foi encontrada em casa e mentiu sobre o paradeiro do companheiro ao dizer que ele estava trabalhando no roçado de uma chácara, quando, na verdade, estava o tempo todo escondido em uma construção inacabada de um terreno no fundo de onde eles moram”, identifica o delegado Mario Leony.

 

O cadáver foi encontrado às margens da BR-101. 

O crime

Um corpo, até então não identificado, foi encontrado esquartejado na manhã do sábado, 30, no povoado Aningas,em São Cristóvão. Segundo policiais da 1ª Companhia Independente de Polícia Militar (1ª CIPM) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF), o corpo estava esquartejado e foi encontrado dentro de um saco.

O cadáver foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) e as primeiras apurações foram desencadeadas pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP/SE). De acordo com o delegado, as investigações foram iniciadas a partir do chamado feito pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), que foi acionada como primeiro órgão de segurança ao local. “Inicialmente foi feita uma perícia no local onde o corpo foi jogado e no momento que chegamos a suspeita de envolvimento do casal, fizemos a perícia da casa deles”, complementa.




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