13/06/2018 as 13:56

Uma outra Copa do Mundo

Por Ivan Valença Ponto de Vista

Ponto de Vista

Política
Por Ivan Valença
Foto: (Divulgação).<?php echo $paginatitulo ?>

Nesta quinta-feira, lá nas terras geladas da Rússia, começa mais uma Copa do Mundo, reunindo os principais países que pratiquem o chamado “esporte bretão”. Como praticamente em todas as Copas do Mundo anterior, o Brasil é mais uma vez o favorito do torneio, mas isto não dá garantia de que volte de lá vitorioso. É preciso jogar muita bola para superar os sete obstáculos que lhes estão à frente antes da Copa terminar. De qualquer forma não deixa de ser um orgulho chegarmos  ao início do campeonato como favoritos.

Desde 1950 já vivi Copas do Mundo memoráveis. A daquele ano deixou uma marca eterna no brasileiro, e não só para quem não acompanha o futebol como uma religião. O Brasil perdeu na final, e com isto perdeu a chance de se tornar campeão do mundo pela primeira vez. Eu tinha apenas seis anos nesta época, mas não esqueço o bando de homens e mulheres adultos, vagando pelas ruas, chorando depois que a partida terminou com a derrota do Brasil. Lembro-me até que, ao final do jogo, uma emissora de rádio local botou no ar a Marcha Fúnebre, enquanto dezenas e dezenas de carros desfilavam pelas ruas da cidade, sob o barulho irritante das buzinas. Um locutor desta emissora, o antológico Silva Lima, entrou no ar, chorando copiosamente porque o Brasil não foi campeão do mundo.

De outras vezes, o Brasil foi campeão, consagrando muitos jogadores como reis do futebol. O maior deles, naturalmente, foi Pelé, mas não se podem esquecer as performances de jogadores como Garrincha, Nilton Santos, Vavá, entre tantos e tantos outros. Os jogos, naqueles tempos sem televisão, eram acompanhados pelos rádios. O interessante é que, quase um mês depois de encerrada a Copa do Mundo, o Cinema Palace programava sessões de cinema com os jogos da Copa. Eram filmes curtos, de apenas dez minutos, geralmente produzidos pela Herbert Richers, uma produtora da época que caprichava nas filmagens de futebol.

O Palace ficava lotado e os gritos eram ensurdecedores. O resultado já era conhecido de todos que viam aqueles jogos nas telas dos cinemas, mas todos iam para lá torcer pelo Brasil mais uma vez.

Confira aqui a primeira publicação do jornlaista Ivan Valença no Portal Alô News.

 




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