21/06/2018 as 09:04

Eleitores de Bolsonaro são iguais aos eleitores de Lula

Sem aspas Por Alex Nascimento

Sem Aspas

Politica
Por Alex Nascimento
Reprodução/ Surrealismus<?php echo $paginatitulo ?>

Os eleitores de Bolsonaro são iguais aos eleitores de Lula e ambos explicam, em parte, o porquê que o país continua a ser o que é. Com exceção dos ingênuos e dos desinformados, a fronteira ideológica que os separa não os impede que se aproximem em matéria de cinismo e de fingimento. O fato é que, enquanto o PT se definhava moralmente, uma parte equivocada dos brasileiros ajudava a forjar um outra farsa que pode, Oxalá não aconteça, tornar-se presidente do Brasil.

A maior parte dos eleitores de Bolsonaro e dos eleitores de Lula fingem, por exemplo, acreditar que seus líderes tenham a estatura moral para virem a ser o estadista que jamais serão, fato já provado no caso do petista. Os bolsonistas querem ter, por exemplo, porte para armas de fogo. Embora cidadãos de bem, como afirmam ao argumentar que no pais somente bandidos podem andar armados, certamente muitos deles não se furtarão em comprar nas mãos de “cambistas” armas, exames e atestados médicos e mesmo o “brevê” de que precisam para se “proteger de bandidos”, e defenderem a moral e os bons costumes do pais. É de lascar!

Igualmente à maioria dos eleitores de Bolsonaro, que aplaude o “desbunde” de seu líder quando ele afirma, dentre outras asneiras agressivas, que saía com garotas de programa com o dinheiro que recebia do auxílio moradia como parlamentar, os de Lula propõem o escracho nacional ao dizer ser ele vítima de perseguição política: “Lula, o preso político”. Essa parte não pequena dos eleitores de um e de outro reproduz de seus líderes o que eles tem de pior e fingem, inclusive, não saber que neste país, nesse momento histórico, nem a direita, nem a esquerda, nem também o centro apresenta um nome que verdadeiramente esteja à altura da nação que, espera-se, um dia venha a ser construída.  Certo mesmo, infelizmente, o imenso número de brasileiros que se recusa a votar nessa rapaziada.

Que os eleitores de Bolsonaro e os eleitores de Lula façam, ambos, a defesa de seus candidatos, busquem argumentos e fatos – o que, certamente, faz parte do jogo democrático. Mas façam isso sem subestimar a inteligência dos demais cidadãos. Deixem de fora, por exemplo, o discurso da ética e da moral.

Os Valadares sabem se posicionar

Os Valadares sabem bem se posicionar na política, tem a habilidade própria de quem conhece o jogo e de quem faz parte dele há já um bom tempo. A pré-candidatura de Valadares Filho ao governo do estado vem sendo construída passo a posso, com esmero, e considerando sempre o que as pesquisas de intenção de voto revelam, sobretudo as qualitativas. Nos últimos dias, por exemplo, tanto o senador quanto o deputado Valadares vem batendo na tecla da necessidade de o eleitor ir às urnas votar, apesar de todo o descrédito vivido pelos políticos. Sabem que vão precisar mobilizar os eleitores mais descrentes e que esses podem vir a dar um voto que os beneficie. A narrativa da ética, do ficha limpa e da tal nova política – além da crítica dura que fazem ao que chamam de “o maior desgoverno da história de Sergipe” tem forte apelo eleitoral. E, nesse sentido, estão mesmo em vantagem.

Valadares Filho tem narrativa, mas não tem oratória

Poucos pais influenciam e talham, com tanta eficiente, um quase certo destino para seus filhos como fez, e faz, o senador Valadares para com o seu pupilo, o deputado federal Valadares Filho. O deputado absorveu do pai a discrição, o empenho, a coragem, o passo seguro, a lógica para além da conjuntura. Mas há algo que falta em Valadares Filho, como de resto falta a todas as maiores lideranças do estado, que é a capacidade de construir discurso, a capacidade de oratória. Bem que os Valadares poderiam se preocupar um pouco mais com isso. Um bom profissional ao lado de Filho, focado nessa direção, faria toda a diferença, iria ajudá-lo a conquistar um bocado mais de votos. Aliás, Sergipe vive, em matéria de oradores, o seu período mais pobre.

Valadares tenta vice entre pedras I

Uma fonte do PSB afirmou a este colunista que o sonho – sonho não, um desejo – do senador Valadares é ter o hoje pré-candidato ao governo do estado pelo Rede Sustentabilidade, o ex-vereador por Aracaju, Dr. Emerson Costa, como o pré-candidato à vice do deputado Valadares Filho para o governo. Desde a eleição de 2016 que essa possibilidade é ventilada em algum dos lados. Uma outra fonte, mas essa do Rede, disse também a este escrevente que o sonho de Dr. Emerson – sonho não, desejo – é também o de uma aliança com os Valadares. “O problema é que”, afirma a fonte, o Rede tem fome e quer a vaga de vice e a de senador, num tudo ao mesmo tempo agora”.

Mendonça Prado agora vem de coronel

Na última sexta-feira, 15, houve o lançamento oficial da pré-candidatura de Mendonça Prado ao governo. O vice escolhido para compor a chapa é o coronel da reserva do Exército Brasileiro, Jorge Husek. Mendonça Prado, apesar de ter sido coordenador da campanha do comunista Edvaldo Nogueira, em 2016, na disputa pela prefeitura de Aracaju, é um homem de direita. Em 2009, por exemplo, quando era deputado federal, apresentou projeto de lei propondo a castração química para estupradores. Agora, dois anos após ajudar a reeleger um comunista prefeito de Aracaju, um Mendonça, reencontrado em seu velho e conservador ninho, vem com um coronel do Exército. Busca, de alguma maneira, surfar na onda conservadora que se levanta no país, e também no estado. Espera-se que ele, como pré-candidato ao governo, apresente para a sociedade algum projeto palpável...

Campanha de doação de livros

A Secretaria de Estado da Educação (Seed), através do Departamento de Apoio ao Sistema Educacional (Dase), prossegue com a sua política de intermediação de doação de livros paras as bibliotecas escolares públicas estaduais. Intitulada "Compartilhe seus livros e transforme vidas", a ação visa arrecadar livros em bom estado de conservação, com o objetivo de ampliar o acervo das bibliotecas e aumentar o acesso dos estudantes à leitura. Louvável ação! (Fonte Agência).

Museu da Gente Sergipana aceita tombar árvores que pretendeu derrubar

Uma notícia deve ter passado batida para a maioria dos aracajuanos. A prefeitura de Aracaju realizou o tombamento de duas árvores do Museu da Gente Sergipana. As árvores da espécie Licania Tomentosa, popularmente conhecidas como oitizeiros, receberam o título de Patrimônio Natural de Aracaju devido, como diz texto oficial da prefeitura, “ao fato de possuírem relevância histórica quanto aos aspectos ambientais, sociais, culturais e econômicos”. Parabéns ao prefeito Edvaldo Nogueira. Mas há uma informação sobre os tais oitizeiros que precisa ser registrada: eles somente estão de pé, e assim poderão ter sido tombados, porque dois militantes ambientalistas “compraram briga”, quando da reforma do prédio para a instalação do Museu. Não tivesse sido a ação conjunta do professor José Bezerra e deste escrevente colunista e as referidas árvores teriam indo parar no chão quando da reforma. Este colunista não faz aqui picuinhas, mas apenas registra um fato para que fique, ele também, de algum maneira, para a história. É, portanto, tão somente uma forma de reconhecimento ao trabalho silencioso que uma meia dúzia de ambientalistas faz para deixar suas “pegadas” positivas pela cidade. Algumas dessas pegadas são cada vez mais belas e imponentes. Grato professor José Bezerra! Agora elas são um Patrimônio Natural de Aracaju.

 

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