SERGIPE

01/05/2019 as 10:56

Perito criminal conclui curso e Sergipe passa a contar com especialista em análise de manchas de sangue

O treinamento permite atuar com maior celeridade nas investigações de mortes violentas

SSP/SE
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Coordenadoria Geral de Perícia (Cogerp) agora conta um perito especialista em análises de manchas de sangue em cenários de mortes violentas. O perito Charles Vargas Lopes participou de curso ministrado pelo perito criminal federal Antônio Canelas, entre os dias 22 e 26 de abril na cidade de Florianópolis.

O perito de Sergipe faz parte de um seleto grupo de 22 analistas em machas de sangue em toda a América Latina. O curso foi liberado pelo Comitê educacional da Associação Internacional de Analistas de Padrão de Manchas de Sangue, a IABPA (em inglês, International Association of Bloodstain Pattern Analysts). O treinamento foi incentivado pela Cogerp e pela Secretaria da Segurança Pùblica (SSP).

Segundo o perito Charles Vargas, o treinamento contou com aulas teóricas e práticas, sendo importante para a formação pessoal e também para a condução das investigações de crimes com mortes violentas, além de mais situações que envolvam manchas de sangue, tornando o resultado mais próximo do que realmente aconteceu, de forma célere.

“É fundamental para não deixarmos ser levados por toda questão contextual, o que é falado. O analista de mancha de sangue, mesmo sendo induzido, vai saber o que aconteceu de fato. Estaremos bem providos de conhecimento nessa área, o que certamente irá ajudar nas investigações feitas no estado”, explicou.

O perito criminal, graduado em Ciências Biológicas e com mestrado e doutorado na área de Neurobiologia, destacou ainda que a especialização possibilita um entendimento mais amplo e rápido do que ocorreu em uma determinada cena de morte violenta, assim como identificar de imediato incoerências entre pessoas ou objetos envolvidos.

“Ao olhar para uma blusa, poderemos saber se é uma mancha de contato ou projetada, por exemplo. É claro que uma mancha projetada não significa automaticamente que alguém possa ter tirado a vida de outra pessoa, mas permite sabermos se temporalmente, a partir do que é dito, se há inconsistências ou não, tentando entender, inclusive, motivações para alterações comportamentais nos envolvidos”, complementou.




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