SERGIPE

22/10/2019 as 16:30

Recursos liberados pelo governo federal para SE serão utilizados para contratação de empresa para atuar na limpeza

O estado decretou situação de emergência no dia 5 de outubro, que foi reconhecida pelo Governo Federal 10 dias depois para sete cidades sergipanas.

Portal G1/SE
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Após liberação de recursos do governo federal no valor de R$ 2,5 milhões representantes da Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema), Defesa Civil Estadual e Defesa Civil Nacional se reuniram, na manhã desta terça-feira (22), para discutir como empregar o dinheiro. O encontro foi realizado na Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade do Estado (Sedurbs), em Aracaju.

Com o recurso, entre as medidas a serem adotadas está a contratação de uma empresa para limpeza dos locais atingidos pelo óleo. Além da disponibilização de 500 kits com luvas, óculos, sacos plásticos, e outros equipamentos de proteção individual que devem chegar ao estado ainda esta semana.

Segundo o diretor da Defesa Civil Estadual, Alexandre Alves, a previsão é que o recurso esteja disponível ainda essa semana, quando deverá ser iniciado o processo de contratação da empresa de limpeza.

Durante a visita a Sergipe, os representantes da Defesa Civil Nacional visitaram algumas localidades atingidas pelo óleo. O roteiro da visita não foi divulgado.

Todas as 17 praias sergipanas foram afetadas e também apresentaram reaparecimento das manchas após serem limpas. Ao todo, o óleo ainda atingiu 200 localidades nos nove estados do Nordeste.

Manchas voltaram a se encontradas na praia de Pirambu — Foto: Adema/SEManchas voltaram a se encontradas na praia de Pirambu — Foto: Adema/SE

Liberação de recursos

 

Ministério do Desenvolvimento Regional, por meio da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), autorizou, nesta segunda-feira (21), o repasse de R$ 2,5 milhões para o estado de Sergipe utilizar na limpeza das praias afetadas pelo derramamento de óleo.

O estado decretou situação de emergência no dia 5 de outubro, que foi reconhecida pelo governo federal 10 dias depois, para as cidades de Aracaju, Barra dos Coqueiros, Brejo Grande, Estância, Itaporanga D’Ajuda, Pacatuba e Pirambu. Já no dia 17, o Departamento Estadual de Proteção e Defesa Civil da Secretaria de Estado da Inclusão Social solicitou R$ 22 milhões para restabelecer a costa sergipana.

Segundo o Ministério, os recursos federais poderão ser utilizados pelo em serviços complementares para limpeza do litoral, viabilização de pontos estratégicos de coleta e transporte do material. A expectativa é que mais repasses sejam autorizados para outros estados, de acordo com o recebimento das solicitações.

 Neste sábado (12) foram instalados 75 metros de boias absorventes por equipes da Adema no Rio Vaza-Barris, em Aracaju — Foto: Adema/DivulgaçãoNeste sábado (12) foram instalados 75 metros de boias absorventes por equipes da Adema no Rio Vaza-Barris, em Aracaju — Foto: Adema/Divulgação  

Reforço da contenção

 

Entre as medidas definidas nos relatórios pelos órgãos ambientais na quinta-feira, está a instalação de mil metros de boias em locais que ainda estão sendo analisados como prioridade. O material que deverá ser instalado em pontos estratégicos de Sergipe foi disponibilizado pela Petrobras. Um outro ponto discutido durante a reunião foi o risco da colocação de boias para a navegação nos rios do estado.

Polêmica sobre as barreiras

 

No último dia 12, o governo sergipano iniciou, no rio Vaza-Barris, a instalação de barreiras alugadas pelo valor de quase R$ 7 mil por dia. A administração estadual esperava que a Petrobras pudesse enviar equipamento de proteção para conter a mancha, mas as barreiras de proteção não chegaram.

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, que veio a Aracaju no dia 7 de outubro para avaliar a situação, afirmou, no dia 14, que iria cumprir a determinação da Justiça Federal e colocar as barreiras de contenção em rios de Sergipe, mas alegou que elas não seriam eficientes para conter as manchas de óleo. O Ibama seguiu a afirmação. Já a Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema), disse que a escolha pelo material ocorreu com avaliação técnica e que a eficácia é comprovada.

 

Análise das manchas

 

Já no dia 16, Ricardo Salles, esteve no campus da Universidade Federal de Sergipe (UFS), no município de São Cristóvão (SE) onde se reuniu com o professor do Departamento de Química e coordenador do laboratório de Petróleo e Biomassa, Alberto Wisniewski Jr., responsável pela análise do óleo coletado nas praias do litoral sergipano.

"A opinião do que nós vimos aqui é a hipótese de que esse óleo dos barris tenha relação com o óleo encontrado nas diversas manchas encontradas no litoral. E que, portanto, dão mais um elemento para a investigação que está sendo muito bem feita pela Marinha do Brasil, sobre a origem desse fato que é o derramamento de óleo no litoral”, disse o ministro.




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